Posted by: Nuno Gouveia | Maio 11, 2008

Pausa

Nos próximos dias este blogue estará em ritmo lento. Regresso em breve e com força, até Novembro!

Posted by: Nuno Gouveia | Maio 8, 2008

Obama soma e segue

Os congressistas da Carolina do Norte, Brad Miller e de Washington, Rick Larsen são os mais recentes Superdelegados a juntarem-se a Barack Obama. Segundo a CNN, Obama apenas tem menos sete que Hillary Clinton.

Desde as primárias do Indiana e Carolina do Norte, Obama ganhou seis Superdelegados, enquanto Hillary Clinton ganhou um. Infelizmente para Clinton, Jennifer McClellan, do DNC, que a apoiava, passou-se para o lado de Obama. Este será um movimento que poderá crescer nos próximos tempos.

Adenda:

Erradamente disse que George Mcgovern, que mudou o seu apoio de Hillary Clinton para Barack Obama, é Superdelegado. A verdade é que apesar de ter sido candidato presidencial em 1972, Mcgovern não é Superdelegado do Partido Democrata. As minhas desculpas pelo erro.

Posted by: Nuno Gouveia | Maio 8, 2008

Dream Ticket? Já era…

Apesar do que possam pensar muitos apoiantes de ambos os candidatos, não acredito que esta possibilidade ainda esteja em cima da mesa. Depois desta dura campanha, que hoje conheceu mais um episódio, com Hillary Clinton a manifestar-se satisfeita por ter o apoio dos “White Americans”, simplesmente não acredito que Barack Obama estenda a mão e convide Hillary Clinton para sua parceira no ticket. Por várias razões. Deixo-vos aqui algumas, mas haverá muitas mais.

Em primeiro lugar, se Obama a convidasse para sua vice-presidente, isso iria contra uma das suas mensagens políticas mais consistentes: ele é contra a velha forma de fazer política de Washington (Old Politics). Ora, convidar Hillary para ser sua parceira depois do que se tem passado, seria mais do mesmo. E Obama tem-se mostrado contra isto.

Depois de 21 debates, diversas polémicas e muitos desencontros, parece-me evidente que não existe empatia pessoal entre eles. Bem sabemos que isso, por vezes, não é necessário em política. Mas não seria um sinal máximo de hipocrisia Obama ter Hillary como número dois? E, Hillary, que disse que John Mccain tinha a experiencia que faltava a Obama para ser Presidente? A dupla democrata seria a dupla da hipocrisia.

Talvez o aspecto mais grave para condenar este Dream Ticket à nascença. Houve muitas injúrias, insinuações, críticas e mesmo insultos entre ambos. Um estratega republicano defendeu na semana passada que a campanha negativa está feita para Novembro. Os próprios candidatos trataram de fornecer material para os republicanos criticarem qualquer um dos candidatos. Seria muito incómodo para o ticket democrata se víssemos anúncios televisivos com o candidato a VP a criticar candidato presidencial ou vice-versa. E acredite caro leitor, há muito material para tal.

Temos também as equipas e apoiantes mais aguerridos de ambos os lados, que se detestam entre si. Numa candidatura de união, teriam que trabalhar em conjunto. Certamente iríamos a assistir a muitas tensões entre ambos os lados, que poderiam prejudicar a campanha e criar fissuras no Partido Democrata. Depois desta longa corrida, será difícil juntar Alex Axelrod com Howard Wolfson na mesma mesa, a rumarem para o mesmo lado.

Por fim, a própria postura de Hillary. Ela é a experiente, Obama o jovem. Será que Obama deseja ter uma sombra destas na Casa Branca? Já tivemos isto em 1960, quando o jovem senador John Kennedy convidou o líder do Senado, Lyndon Johnson, para VP, mesmo com muita antipatia pelo meio. Consta-se a altura que Kennedy apenas fez o convite porque pensava que o senador texano iria recusar. Será que Obama vai fazer o mesmo?

Posted by: Nuno Gouveia | Maio 8, 2008

“White Americans” ???

Hillary Clinton poderá ter provocado hoje  uma séria divisão no Partido Democrata, ao falar abertamente no apoio que tem recebido de “white americans”. A divisão racial poderá entrar em campo nesta campanha eleitoral, depois destas declarações explosivas. Numa entrevista ao USA Today, Hillary defendeu que a sua coligação de apoios é mais abrangente.

“that found how Senator Obama’s support among working, hard-working Americans, white Americans, is weakening again, and how whites in both states who had not completed college were supporting me.”

As exit polls da Carolina do Norte e Indiana indicaram que Hillary Clinton obteve cerca de 60% dos votos brancos, mas este número é mais baixo que no Ohio, onde Hillary teve 65% dos votos brancos. Apesar da declaração de Hillary ter algum nexo, estas declarações podem incendiar ainda mais esta campanha eleitoral, pelo seu tom racial.

Posted by: Nuno Gouveia | Maio 7, 2008

Clinton “empresta” dinheiro a Clinton

Hillary Clinton emprestou mais dinheiro à sua própria candidatura. 6.4 milhões de dólares foi o valor que a Senadora teve de emprestar à sua campanha, para fazer face à superioridade financeira do seu adversário. Segundo Howard Wolfson, director de comunicação da sua campanha, Clinton está disposta a emprestar mais dinheiro, se tal for necessário.

Depois da noite de ontem, este será mais um problema para Hillary enfrentar. Se depois da sua vitória na Pennsylvania, jorrou dinheiro da Internet, depois da noite de ontem, a fonte deve estar bem seca. E para competir de igual para igual nas restantes eleições, Clinton necessita de dinheiro.

Posted by: Nuno Gouveia | Maio 7, 2008

Luz ao fundo do túnel

Infelizmente para quem desejava uma Brokered Convention, com os Party Bosses a decidir o nome do candidato em smoked filled rooms, a nomeação democrata deverá ficar determinada antes de Denver. Não acredito que as ditas ”elites” do Partido Democrata vão cometer suicídio político em prolongar isto por muito mais tempo. Sem hipóteses de ser ultrapassado por Hillary Clinton, Barack Obama começa a emergir, finalmente, como o vencedor das primárias democratas. Este é um ano excepcional para os democratas americanos. Continuar com esta indecisão até Agosto seria entregar a vitória a Mccain.

Chegados aqui, será melhor continuar até 3 de Junho. Até por questões estratégicas. Os democratas poderão alegar que ouviram toda a população dos Estados Unidos, mais os territórios associados. Mas depois dessa data, os Superdelegados deverão tornar pública a sua decisão. E escolher Barack Obama, definitivamente, como o nomeado democrata. Os responsáveis do DNC já devem ter tudo programado. A mudança de George Mcgovern hoje deverá ser um prenúncio de posições idênticas de outros Superdelegados. Neste momento, até acredito que Hillary Clinton teria melhores hipóteses de derrotar John Mccain em Novembro. Mas depois das vitórias eleitorais de Obama, principalmente no mês de Fevereiro, e com a superioridade em termos de delegados, não resta outra coisa ao Partido senão nomear Barack Obama. E tentar a união total do partido.

Uma das grandes questões que ser irá colocar aos democratas será a conquista da base de apoio de Hillary Clinton, e colocá-la a votar em Obama. Os idosos, as mulheres, os asiáticos, os latinos e os Blue Collar Workers. Se juntarmos a estes, os afro-americanos, as pessoas com formação superior e os liberais ricos, temos uma coligação eleitoral quase imbatível. Os números recentes das sondagens provam-nos que em Swing States importantes como a Florida, Ohio, Pennsylvania, por exemplo, a base de apoio de Hillary poderá dar a vitória a Mccain. E com isso entregar-lhe a Casa Branca. Deverá ser por aí que Obama irá começar a lutar. Depois de arrumar com a questão da nomeação.

Posted by: Nuno Gouveia | Maio 7, 2008

George Mcgovern muda de campo

O antigo candidato presidencial George Mcgovern, antigo apoiante de Hillary Clinton, afirmou hoje que, perante os resultados conhecidos, está a apoiar a candidatura de Barack Obama. Ao mesmo tempo, fez um apelo a Hillary Clinton para que desista da candidatura. Se muitos Superdelegados seguírem o caminho de Mcgovern, Hillary, mais que nunca, será muito pressionada para que desista da candidatura.

Posted by: Nuno Gouveia | Maio 7, 2008

A longa campanha

Estamos a 7 de Maio de 2008. Os candidatos estão em campanha permanente desde o final de 2006. Sigo esta campanha, de forma mais atenta, desde Janeiro de 2007. Portanto, quando os candidatos chegarem a 4 de Novembro, já terão quase dois anos de estrada. Há quem diga que é um escândalo. Eu considero ser esta uma das grandes virtudes da democracia americana. Durante mais de dois anos, nunca há períodos mortos e não existe o tédio que por vezes existe em campanhas eleitorais de um mês em Portugal. Há muitas críticas a apontar ao sistema político americano, mas ninguém duvide que não há outro país onde a política seja levada tão a sério. Pelos cidadãos, pelos media e pelos próprios políticos.

Nos Estados Unidos, o primeiro ano da campanha é dedicada à escolha dos candidatos pelos partidos. Normalmente, esse período termina logo em Março, aquando da Superterça-feira. Este ano, a Superterça-feira foi em Fevereiro, mas a corrida ainda continua no lado Democrata. E deverá continuar, pelo menos, até Junho. O que quer dizer, que o candidato democrata vai ter apenas cinco meses, no mínimo, para se concentrar no seu adversário republicano. Num ano eleitoral como este, onde os republicanos estão gravemente “feridos”, isso poderá chegar para ganhar a Casa Branca.

Mas John Mccain poderá ser a grande surpresa desta campanha. A sua candidatura terá começado em 2000. Depois de ser derrotado por George W. Bush nas primárias, Mccain perfilhou o seu caminho no seio da política americana. Esteve contra o próprio partido em diversas situações, criticou a Administração Bush em variados momentos e preparou a sua candidatura para 2008. Por várias vezes pensou-se que seria impossível ser o nomeado. Muitos advogaram que Mccain, com o seu perfil, levaria o GOP à autodestruição. Mas ele seria o único republicano que poderia manter a Casa Branca. Por isso foi o nomeado. A confusão entre democratas tem aberto as portas a uma vitória de Mccain. Se não houver paz Democrata, antes da Convenção, Mccain bem poderá terminar o ano de 2008 como Presidente dos Estados Unidos. Aos 71 anos, é impressionante analisar o que Mccain tem feito este ano. Um político que esteve cinco anos no “Hanoi Hilton”, que lhe deixou mazelas para o resto da vida, continua com a mesma frescura de um jovem. Mesmo que perca, John Mccain já mostrou que é um dos candidatos mais fortes de sempre do GOP. Fosse outro o contexto eleitoral, e seria muito difícil de derrotar. Não é o favorito para Novembro. Nos próximos meses, depois da questão democrata estar resolvida, é provável que se vá abaixo nas sondagens. Veremos como emerge depois da Convenção Republicana de Minneapolis. Mccain encarna uma das histórias mais fantásticas da política americana. Veremos se termina na Casa Branca.

(PS: Não deixa de ser estranho que um comentador português, no último Expresso da Meia-Noite, tenha questionado a capacidade física de Manuela Ferreira Leite para fazer campanha eleitoral na sua idade. Isto há coisas. John Mccain está há mais de um ano e meio em campanha e MFL não consegue fazer um mês de campanha? Estou à vontade, pois nem aprecio politicamente MFL, mas é preciso colocar as dúvidas correctas. Há que analisar a política de uma forma séria. Coisa que muitos comentadores não o fazem em Portugal)

Posted by: Nuno Gouveia | Maio 7, 2008

O Fim de Clinton?

A noite de ontem marcou, provavelmente, o fim político de Hillary Clinton nesta campanha. Não consigo imaginar um cenário que a leve à vitória na Convenção em Denver. Barack Obama, ao vencer na Carolina do Norte por 14%, arrumou a questão em termos de delegados e do voto popular. Nas restantes seis eleições que faltam, Hillary deverá vencer três (Kentucky, West Virgínia e Puerto Rico). Mas será impossível ultrapassar Obama no número de votos, pois Obama ontem teve mais 300 mil votos na Carolina do Norte, repondo a vantagem que detinha antes na Pennsylvania.

A partir de hoje deveremos assistir a uma catadupa de endorsements em favor de Obama. Recuso-me a acreditar que as elites democratas vão arriscar nomear um candidato contra a vontade popular. Por muito que Hillary Clinton vá ainda tentar forçar o DNC a sentar na Convenção os delegados do Michigan e Florida, atribuir-lhe a nomeação seria um verdadeiro golpe palaciano. Hillary já provou ser uma mulher resistente e corajosa, e se não fosse a sua tenacidade e força política, há muito que tinha desistido. Mas deveria reflectir se efectivamente ainda tem condições para arrebatar a nomeação.

Pelos indicadores do seu discurso de ontem à noite, é provável que vá continuar até ao fim das primárias. Mas nunca, exceptuando talvez no Iowa, se assistiu a um discurso em noite eleitoral tão fraco, onde se notou que o desânimo está a tomar conta da família Clinton. Até Junho ela vai continuar a competir, a esperar por um milagre. Mas as suas possibilidades ficaram extremamente reduzidas depois de ontem à noite.

Posted by: Nuno Gouveia | Maio 7, 2008

As televisões americanas

Acompanhar uma noite eleitoral na televisão americana é um viver um espectáculo absorvente. Nada escapa aos jornalistas e comentadores. Ficamos com uma perspectiva global do que está a passar no momento, desde as previsões, os resultados, as análises políticas de comentadores independentes, o spin das candidaturas, e as perspectivas dos apoiantes dos candidatos. E não cansam o espectador, pois não se prendem demasiado a pormenores. São intervenções curtas, incisivas e sem “palha” para encher espaços vazios.

Ontem à noite, na CNN, assistimos a um grande debate entre Donna Brazile e Paul Begala sobre a base de apoio do Partido Democrata. Foi um grande momento de televisão,  num debate civilizado, mas duro, sobre os fundamentos do partido. Algo imaginável cá no burgo. A divisão politica e ideológica é uma realidade nos Estados Unidos. Mas os media dão espaço aos diferentes quadrantes de exprimirem os seus pontos de vista. E estes sabem manter um debate político coerente e interessante para o espectador. A política também pode se transformar num espectáculo atraente para o cidadão comum. Apenas é necessário termos agentes políticos que o consigam fazer. Desde jornalistas, comentadores e activistas. É preciso trazer de novo a política para a ribalta da discussão pública.

Posted by: Nuno Gouveia | Maio 7, 2008

Resultados Finais

Carolina do Norte

Barack Obama - 890,695 | 56% - 58 Delegados

Hillary Clinton - 657,920 | 42% - 42 Delegados

Indiana

Barack Obama - 615,862 | 49% - 33 Delegados

Hillary Clinton -638,274 | 51% - 37 Delegados

* dados da CNN

Posted by: Nuno Gouveia | Maio 7, 2008

1001 Posts

Não tinha reparado. Este e o post 1001 deste blogue. Se levarmos em linha de conta que apenas começou a 11 de Setembro de 2007, este é um feito considerável. Apenas possível devido ao interesse demonstrado pelos leitores, principalmente a partir de Janeiro deste ano. Agradeço a todos os leitores que por cá têm passado, especialmente aos que, através de contributos valiosos, têm feito comentários, criticas ou apontamentos. Uma das partes mais interessantes têm sido as caixas de comentários, com discussões fantásticas, como as de ontem à noite. Espero até ao final das eleições americanas poder continuar com este trabalho e não desiludir ninguém.

Posted by: Nuno Gouveia | Maio 7, 2008

Noite eleitoral

Mais uma vez, aconteceu o previsto. As sondagens não deixam grande margem para surpresas. Barack Obama venceu na Carolina do Norte, com uma vantagem superior a 10%, e Hillary Clinton vence em Indiana, com uma margem de 2%, 3%. Isso significa que as coisas não estão nada fáceis para a candidatura de Hillary Clinton.

Como fui escrevendo ao longo desta noite, muitos Superdelegados irão ter com Obama nos próximos dias. Hillary Clinton deverá tentar focalizar a sua mensagem no critério da elegibilidade, para convencer o partido a não entregar a nomeação a Obama. Irá prejudicar o Partido, mas não irá desistir. Ao longo dos últimos vinte anos, já tivemos várias oportunidades de assistir ao renascimento dos Clinton. Apesar de me parecer quase impossível ela conseguir a nomeação, vai continuar a lutar até ao fim. Hillary é uma lutadora e não irá atirar a toalha ao chão. Pelo menos, enquanto o Michigan e Florida não estiverem completamente fora de jogo.

Barack Obama fez hoje um discurso de aceitação. Dirigiu-se em tom conciliatório para Hillary Clinton e criticou o seu adversário John Mccain. Poderá ter sido precipitado. Se os Superdelegados não concluírem estas primárias, a corrida irá continuar até Junho. Hillary deverá ganhar West Virgínia, Kentucky e Puerto Rico. Obama ficará com Oregon, Montana e Dakota do Sul.

Amanhã haverá tempo para analisar esta noite eleitoral.

Posted by: Nuno Gouveia | Maio 7, 2008

Hillary Clinton a discursar

Hillary Clinton começa o discurso claramente a mostrar que não vai abandonar a corrida. O spin já começou. Obama disse em tempos que Hillary ganharia Pennsylvania, ele a Carolina do Norte, e que Indiana iria representar o desempate. Pois Hillary venceu o Indiana. E isso lhe dá a argumentação para continuar. Não sabemos é se os Superdelegados estão dispostos a pactuar com Hillary. E depois, claro. O problema financeiro. Nas próximas semanas há primárias em West Viriginia, Oregon, Kentucky e Puerto Rico, entre outros. E ela vai precisar de dinheiro para lutar contra Obama. Por isso, ela já pediu dinheiro no seu discurso. Nada de novo, portanto.

Posted by: Nuno Gouveia | Maio 7, 2008

End of the Clinton Era?

Alex Castellanos disse há pouco que esta noite é histórica, pois é o fim, ou o inicio do fim, da Era dos Clinton na política americana. Não sei se será verdade. Mas o spin não está fácil para os lados dos apoiantes de Clinton. Uma derrota por dois dígitos na Carolina do Norte e uma vitória tangencial em Indiana é muito pouco para quem tem a desvantagem de Hillary, Não sei como ela vai dar a volta. Aceitam-se sugestões!

Posted by: Nuno Gouveia | Maio 7, 2008

Hillary Clinton com dúvidas

Hillary ainda não discursou. Isso quererá dizer que ainda não tem a certeza que venceu em Indiana. Já perdeu o prime-time da Costa Leste. Estão à espera dos votos do condado de Lake, que faz fronteira com o Illinois, e espera-se que Obama possa ter bons resultados. Mas pelos números que estou a ver na CNN, parece-me muito improvável que Obama ganhe. Mas, para crédito da CNN, apenas a CBS projectou a vitória de Clinton.

Posted by: Nuno Gouveia | Maio 7, 2008

Será possivel Obama ainda vencer Indiana?

Com 78% dos votos contados, Obama está a 30 mil votos de Hillary Clinton. Apesar da projecção da CBS, e da própria felicitação de Obama, a CNN ainda admite uma vitória de Obama neste estado. Isso é muito improvável, mas se tal acontecer, estão será o fim de Hillary Clinton. Não haveria possibilidade dela dar a volta por cima.

Posted by: Nuno Gouveia | Maio 7, 2008

O discurso de Obama

Pode-se não concordar com as suas ideias. Mas Barack Obama é um grande orador. Está a fazer um grande discurso, ao nível do que efectuou na noite eleitoral no Iowa. Este poderá ser o discurso da nomeação. Para quem já ouviu anteriormente, até pode achar repetitivo, já que algumas ideias não são novas. Mas a verdade é que com esta noite eleitoral, e com este discurso, Obama recuperou o momentum perdido nas últimas semanas. Hillary Clinton que se cuide. Vai falar depois dele. E com as más noticias que vêm de Indiana, as coisas não estão fáceis para ela. Veremos como dá a volta.

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