Posted by: Nuno Gouveia | Outubro 23, 2007

Extraordinary Politicians, Ordinary People

Uma frase que podia resumir a ideia fundamental de uma campanha bem sucedida nos Estados Unidos.

O Jornal Expresso tinha esta semana uma interessante reportagem sobre a forma como a vida privada dos políticos é importante na vida política americana. Referia vários exemplos que têm acontecido nesta campanha, como o caso de Giuliani ter atendido o telefone à mulher durante uma conferência da NRA, a confissão de John Edwards, sobre o facto de ter partido uma costela à mulher enquanto tinham relações sexuais ou o reconhecimento de Michelle Obama que o marido acorda com mau hálito e que costuma deixar as meias sujas espalhadas pela casa. Pequenos casos que demonstram a tentativa dos políticos norte-americanos transporem para o público a sua vida privada, no sentido de os aproximarem das pessoas e serem encarados como pessoas comuns.

Mas, nenhum político americano viu a sua vida privada mais devassada que Bill Clinton, em relação aos seus casos extra matrimoniais. A esposa, Hillary Clinton, marcada pela experiência de mulher traída perante todo o mundo, tem a necessidade de vir a público explicar que continua casada com Bill não apenas por interesses políticos.

Esta semana, na revista feminina negra Essence, Hillary fala abertamente da sua relação com Bill:

“Oh he’s so romantic. He’s always bringing me back things from his trips. He brought me a giant wooden giraffe from Africa. Oh, he bought me this watch,” she said, holding out her left wrist to show off a Chanel watch, its bracelet made of white cubes shaped like elegant dentures, if you can picture it. “I had dental surgery, and he said it reminded him of teeth.”

Hillary sabe que continua a provocar aversão a uma parte significativa da sociedade americana devido ao seu disseminado calculismo político. Esta será uma das facetas relevantes da sua campanha.

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