A palavra “comeback” é uma das mais utilizadas pelos media americanos nestas eleições. John Mccain e Hillary Clinton são o exemplo de um grande regresso nas primárias do New Hampshire. Mccain foi considerado “morto” meses antes, e escreveu-se que Hillary estaria terminada com uma nova derrota no New Hampshire.
Sobre Mitt Romney também já foi dito que caso perdesse o Iowa e depois New Hampshire, que a sua candidatura estaria condenada ao fracasso. Eu próprio neste blogue já sentenciei a candidatura de Romney. A verdade é que estas são as primárias mais ambíguas de sempre. Em anteriores processos de nomeação por esta altura já haveria um favorito claro à nomeação. A vitória de Huckabee no Iowa, de Romney no irrelevante Wyoming e de Mccain no New Hampshire lançaram estas primárias numa verdadeira confusão.
Na próxima terça feira, Romney estará novamente em jogo. Há alguns dias atrás dizia-se que o “momentum” que Mccain alcançou no New Hampshire seria suficiente para lhe garantir a vitória no Michigan. Mas sondagens recentes indicam que Romney pode vencer no Michigan. Hoje foram publicadas quatro sondagens, duas delas dando a vitória a Mitt Romney, com mais 8% e 5% que Mccain. Nas outras duas, o Senador do Arizona tem uma diminuta vantagem de 1%, ou seja, em empate técnico.
Mitt Romney é natural do estado do Michigan, e filho de um popular governador na década de 60. Uma vitória na próxima terça-feira, catapultaria Romney para a luta durante mais algum tempo. Mitt continua a sua senda gastadora e no Michigan já investiu 2 milhões de dólares em anúncios televisivos, muito mais que os 360 mil dólares de Mccain ou 40 mil de Huckabee.
Rudy Giuliani, que saltou estas primeiras eleições, deverá estar a “rezar” por uma vitória de Romney. Interessa-lhe que as vitórias vão sendo divididas pelos restantes colegas republicanos. Se John Mccain vencer no Michigan, no Nevada e Carolina do Sul, será difícil perder na Florida. Mas a indecisão continua bem viva e projectar um vencedor requer capacidades de vidente. O que os analistas políticos obviamente não têm. Esta campanha está a ensinar-nos que devemos ser calculistas nas previsões. Terça-feira veremos como vai continuar a indecisão no Partido Republicano.
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