Este ano, já se fala abertamente num cenário em que os candidatos vão disputar a nomeação na própria convenção partidária. Se no Partido Republicano, é menos provável que isso aconteça, no Partido Democrata, começa a despontar essa possibilidade no horizonte pós Super Terça-Feira.
John Edwards, que já não tem possibilidades de ganhar a nomeação, insiste em dizer que vai até ao fim. Jonathan Prince, um dos assessores de Edwards, defendeu que o antigo Senador da Carolina do Norte pode amealhar delegados suficientes para desempenhar um papel vital na convenção de Denver.
Se no próximo dia 5 de Fevereiro, nenhum dos candidatos ganhar um número de delegados suficiente, nem Barack Obama nem Hillary Clinton irá ceder. O processo eleitoral iria decorrer até ao mês de Junho, com até à realização da primária no Dakota do Sul. E é neste cenário que John Edwards pretende actuar como fiel da balança.
Este é apenas uma possibilidade, mas que a concretizar-se, seria o cumprir de um sonho de muitos analistas e jornalistas políticos. Uma Brokered Convention seria como que um Congresso do PSD dos velhos tempos multiplicado por mil em termos de projecção mediática e de emoção politica. * Nunca nos anos recentes este cenário esteve tão presente.
*Uma Brokered Convention é quando nenhum dos candidatos chega à Convenção com os delegados necessários para assegurar a nomeação. Este panorama não acontece desde 1952, quando Adlai Stevenson foi nomeado candidato Democrata. Mas desde 1972, ano em que entrou em vigor este sistema de primárias e caucus com a reforma de George Mcgovern, que as Convenções são apenas espectáculos mediáticos para promover os candidatos oficiais. Durante o processo de primárias, tem existido sempre um candidato que se destaca e os outros desistem do processo.
Publicado em Convenções, Delegados, Super Terça-Feira

































