Posted by: Nuno Gouveia | Fevereiro 16, 2008

Bill Clinton de novo na ribalta

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Apesar de ter prometido que não voltaria a atacar Obama, depois das suas intervenções infelizes na semana que antecedeu as primárias da Carolina do Norte, Bill Clinton voltou a criticar Obama. Está consumado desta forma o seu regresso ao palco mediático desta campanha.

O antigo Presidente disse na sexta-feira que Barack Obama está a ignorar os feitos da década de 90, quando esteve na Casa Branca. Bill arguiu que “temos um candidato que defende o argumento explicito que a única forma de mudar a América é avançar para um futuro pós partidário, e para isso temos de eliminar toda a gente que contribuiu para as coisas boas da década de 90 e impediu coisas negativas que aconteceram esta década”.

Bill Clinton volta a falar na experiência da sua esposa e a falta dela do seu adversário. Ele que foi o primeiro presidente da geração Baby Boomer a chegar à Casa Branca, critica agora o seu adversário por ser inexperiente e fazer uma campanha baseada em Hope e Change, dois temas fortes da sua campanha de 1992, quando derrotou George. H. Bush. Mas percebe-se as críticas de Clinton. Os eleitores democratas têm mostrado que querem avançar para uma nova geração de políticos. E têm recusado basicamente todos os candidatos que possuíam experiência (Bill Richardson, Chris Dodd, John Edwards e Joe Biden). Obama apenas é senador desde 2005 e o seu maior óbice é a falta de experiência a nível federal (antes tinha sido senador estadual do Illinois). É aí que Bill pretende atingir Obama. Até ao momento, os eleitores têm preferido seguir a inspiração de Obama ao invés da experiência de Hillary. Vamos ver se no Texas e Ohio, estados populosos, acontece o mesmo que na Califórnia, Nova Iorque ou Massachusetts, onde os eleitores têm preferido a experiência de Hillary ao carisma do Obama.

Bill Clinton criticou também mais uma vez o plano de saúde de Obama, que não irá providenciar seguro universal de saúde. Esta é a grande divergência de “issues” entre os dois candidatos, pois Obama pretende criar incentivos às pessoas para comprarem seguros de saúde e não fazer com que o governo ele próprio seja o responsável.

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