Publicado por: Nuno Gouveia | Fevereiro 25, 2008

“Dressed Photo”

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Ao que parece, a campanha de Hillary Clinton colocou esta fotografia de Barack Obama a circular  durante o último fim de semana. Esta foi tirada aquando da visita de Obama ao Kenya, em 2006. Nela aparece vestido com as tradicionais vestes locais. Em Dezembro do ano passado, circularam rumores que Obama seria Muçulmano. Não sei qual a razão da campanha de Clinton estar a usar este tipo de tácticas. Nem sei sinceramente será verdade o que o que está relatado no Drudge Report. Mas as Dirty Tricks começam a aumentar nesta campanha Democrata. Será desespero?


Respostas

  1. Se for verdade que a fotografia foi posta a circular pela campanha de Hillary Clinton e, se o foi, só pode ser por motivos eleitorais, eu diria que é mesmo desespero. O que é que um candidato vestiu quando foi ao estrangeiro é de importância nula quanto aos seus méritos políticos. Não acrescenta nada ao debate nem augura nada de bom para o estado interno do Partido Democrata.

    De Obama espera-se que consiga ficar acima desta jogada baixa como ficou em momentos passados da campanha.

  2. São as dirty tricks. Normais na vida política americana… Em ambos os partidos, ao contrário do que muita gente pensa. Há vida depois de Karl Rove….

  3. Caro Nuno, para quem quer fazer uma tese sobre estas eleições, os seus comentários não são nada subjectivos, nadinha. Que não goste de Hillary Clinton e prefira Obama até é normal. Eu não sei em quem votaria, mas a senhora Clinton faz-me comichão. Ainda assim, este post, tal como quase tudo o que escreve sobre ela ou sobre os dois, entra mais uma vez na parcialidade absoluta. O anúncio foi desmentido (como seria de esperar, quer tenham sido os clintons a colocar o assunto na discussão quer não) e ainda não lhe vi uma discussão séria sobre o assunto. Apenas apontou os tais dirty tricks sem mais como assunto encerrado.

    Sinceramente não me faz muita diferença aquilo que pensa em relação aos candidatos. A mim só me interessa que não sejam maus para o resto do mundo. Agora, para quem quer fazer uma análise séria e rigorosa sobre as eleições, esta não é a melhor forma de o conseguir.

  4. Caro João André,

    Obrigado pelo interesse demonstrado pela minha tese e pela suposta subjectividade dela. Para deixá-lo descansado, gostava de lhe dizer que apesar deste blogue inserir-se no meu estudo académico, o tema da dissertação será a utilização das novas tecnologias pelas principais campanhas nestas primárias. E por isso, a esmagadora maioria dos meus comentários aqui não terão lugar na tese.

    A parcialidade ou imparcialidade diz-me respeito apenas a mim. E apesar de estar a tentar pelo menos ter um blogue sério e honesto, é normal que por vezes se denote uma empatia por determinada candidatura. Não escondo, como referi há tempos, que considero que Obama está a realizar uma campanha notável, em diversos aspectos, e por isso está hoje em condições de derrotar Hillary Clinton, a super favorita ainda há dois meses atrás. A campanha da Senadora Clinton está repleta de erros estratégicos, que vão explicados nos próximos anos. De invencível a derrotada? O seu adversário pode ter qualidade, mas isso não explica tudo. Mesmo que ganhe, Hillary já perdeu. Se ela ganhar, eu posso explicar-lhe porque digo isto.

    Na última semana, Hillary Clinton disse que Obama deveria estar envergonhado e o seu director de comunicação acusou Obama de plágio. A divulgação da fotografia de Obama (claro que Hillary negou e ela não sabia de nada, mas isso denota algum desespero nalguns membros da sua candidatura) é apenas mais um episódio nas tácticas negativas desta campanha. Obviamente, quem conhece a política americana, sabe bem que os anúncios negativos e as campanhas de ataque são normais. Todos os candidatos de todos os partidos as usam. Hillary não é imune e Obama certamente também não o será. Joe Tripi, responsável pela campanha de Howard Dean em 2004 e pela de John Edwards em 2008, disse um dia que a campanha mais eficaz é aquela que “ataca” e “critica” o seu adversário. E é bem verdade!

    Esteja à vontade para deixar os seus comentários. Se quer saber, se fosse cidadão americano, não votaria em nenhum deles os dois. Como já disse uma vez, provavelmente o meu voto iria para John Mccain.

  5. [...] Já agora gostei da expressão dirty tricks usada pelo Nuno [...]


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