Esta semana, um apoiante de John Mccain, o apresentador de rádio Bill Cunningham, referiu-se num comício ao candidato democrata diversas vezes como Barack HUSSEIN Obama. John Mccain, que na altura não estava dentro do pavilhão, rapidamente repudiou esta utilização perversa do nome muçulmano de Obama. Antes, tinha surgido uma fotografia de Obama vestido com um turbante, alegadamente disseminada por alguém da campanha de Hillary Clinton. O Partido Republicano do Tennessee também tinha utilizado o nome Hussein num comunicado onde se fazia alegações às posições anti-israel de Obama. Este comunicado vinha acompanhado da tal fotografia de Obama vestido de Muçulmano.
Mike Duncan, Chairman do Republican National Committee, fez como John Mccain e repudiou a utilização do nome Hussein pelos republicanos. A tentação é óbvia, mas pode ser contraproducente. O pai de Barack Obama era um queniano emigrado nos Estados Unidos, com raízes muçulmanas. Mas Obama foi criado pela família americana e é cristão. Durante esta campanha têm surgido diversos rumores que seria Muçulmano. Mas toda a gente sabe que isso é mentira. Explorar esta alegada ligação é errada, quer do ponto de vista ético como estratégico. Esta eleição vai decidir-se nos moderados e independentes. As franjas radicais do eleitorado americano podem gostar deste tipo de campanha, não será eficaz. Com a declaração do RNC, não me parece que isto vá continuar a ser assunto muito mais tempo.
“The RNC rejects these kinds of campaign tactics. We believe this election needs to be about the critical issues confronting our nation.”
Mike Duncan
Publicado em Barack Obama, Campanha de 2008, Polémica, apoiantes

































