Com a disputa Democrata ainda longe de estar resolvida, os dois estados que foram “castigados” pelo DNC estão a movimentar-se, no sentido de intervir neste processo de nomeação. Depois destes dois estados terem antecipado a realização das primárias para o mês de Janeiro, ao desafio das regras partidárias, os directórios nacionais puniram esta alteração. O RNC retirou 50% dos delegados, enquanto o DNC retirou todos os delegados a estes estados. No Michigan e na Florida, os candidatos foram proibidos de fazerem campanha. Hillary Clinton ganhou as duas eleições, mas Barack Obama nem sequer apareceu nos boletins de voto do Michigan e sempre se mostrou mais distante destes estados.
Com a confusão actual, é evidente que a campanha da Senadora Clinton tudo tem feito para recolocar os dois estados no mapa novamente. A possibilidade de sentar na Convenção os delegados já eleitos não tem grandes probabilidades de sucesso, pois seria uma inversão total das regras do jogo. Isto seria o que mais favorecia Hillary, mas não há condições políticas para tal jogada. Mas a repetição das eleições tem sido colocada em cima da mesa. O problema é que estas eleições custam dinheiro, e apesar dos Governadores dos dois estados (Michigan, democrata, Florida, republicano) já terem defendido a possibilidade de apoiar novas primárias, a verdade é que isto seria impopular para os Democratas. Por outro lado, a realização de caucuses não seria tão onerosa, pois a sua organização é suportada pelos partidos. Mas com a vantagem que Obama tem neste tipo de assembleias eleitorais, não é de crer que Hillary apoiaria esta solução. Uma questão a seguir nos próximos dias.
Publicado em Candidatos Democratas, Florida, Michigan, primárias

































