Posted by: Nuno Gouveia | Março 6, 2008

Obama – o líder virtual

 barack-obama-08-desktop-wallpaper.jpg

 

Barack Obama está onde provavelmente não teria sonhado ainda há três meses. Hillary Clinton partiu para estas primárias como a super favorita Democrata e pensou-se que se alguém poderia estar nesta encruzilhada seriam os Republicanos. Como sempre alertei neste blogue, o GOP é um partido pragmático. No início de Janeiro olharam para o seu leque de candidatos e verificaram que o único que poderia vencer em 2008 era John Mccain. E seguiram esse caminho. Os Democratas, depois de mais de um ano de campanha eleitoral, e de dois meses de eleições, ainda não se decidiram.

A verdade é que este é um ano privilegiado para os Democratas. Depois de oito anos de uma Administração impopular Republicana, eles sentem que vão vencer a Casa Branca. Portanto, mais que eleger o seu candidato, eles consideram que estão a escolher o próximo Presidente dos Estados Unidos. E daí, sentem-se divididos entre uma política experiente, que já esteve na Casa Branca como Primeira-dama, e um jovem senador carismático, que consegue trazer para a arena política os mais novos e aqueles que estão desiludidos com o sistema. Se calhar, em condições normais, Hillary Clinton já teria vencido a contenda, Nos últimos anos, sempre houve candidatos carismáticos do lado Democrata, mas sempre derrotados nas urnas. Lembremo-nos de Gary Hart, em 1984, Bill Bradley em 2000 ou Howard Dean em 2004. O directório partidário acabou sempre por favorecer a experiência em detrimento da juventude. De ideias, claro. Mas este ano tem sido diferente.

Na semana passada estive a ler o livro de Joe Trippi, “The Next Revolution Will Not Be Televised”, onde ele conta a sua experiência ao dirigir a campanha de Howard Dean em 2004. O actual Chairman do DNC era praticamente um desconhecido em 2003, mas conseguiu chegar a frontrunner Democrata no final do ano, impulsionado sobretudo por uma brilhante estratégia online. Através do uso da Internet, Dean conseguiu criar uma campanha sólida e eficaz, criando um verdadeiro movimento nacional. Foi a primeira vez que um candidato presidencial assentou a sua estratégia na Internet. Howard Dean não venceu, mas deixou as sementes de uma estratégia digital, assente no poder das pessoas comuns.

Trippi este ano foi o Campaign Manager de John Edwards, mas as práticas relatadas no seu livro estão a ser tornadas realidade por Barack Obama. Joe Trippi defendia que um candidato que conseguisse criar uma rede de milhões de apoiantes de virtuais, através de uma mensagem poderosa, poderia bater os Republicanos em termos de financiamento.

O sucesso do Senador do Illinois tem sido construído na Internet. Ninguém pense que alguém que está na política nacional há pouco mais de três anos teria hipóteses de chegar e vencer as eleições desta forma. Está certo, Bill Clinton e Jimmy Cárter conseguiram-no em 1992 e 1976, mas os constrangimentos financeiros não eram os mesmos. Uma campanha presidencial nos dias de hoje tem custos astronómicos, e Obama não teria conseguido bater-se com uma candidata como Hillary Clinton, se não fosse o poder da Internet. A rede espalhou a sua mensagem, através dos blogues, das redes sociais como o Facebook ou o Myspace, os vídeos do Youtube ou a sua rede de emails.

Obama é de longe o que melhor tem utilizado a Internet. Obama tem vencido quase todos os Caucus, eleições que dependem muito da forma como as estruturas se comportam no terreno. Se no Iowa, todas as candidaturas tinham equipas bem constituídas a actuar localmente, nos outros estados isso não acontecia. Através de um poderoso movimento criado a partir da Internet, conseguiu criar vigorosas organizações locais que motivam a participação das pessoas nestas assembleias eleitorais. O seu sucesso é real, mas advém em boa parte da Internet. Disso não tenho dúvidas.

Respostas

E, com mais um triunfo, no caucus do Texas - que, dada a hora a que decorreu, acabou por ‘passar ao lado’ das notícias da noite eleitoral - a vitória de Hillary acaba por limitar-se a uma recuperação de apenas 4 delegados (conseguiu ontem 187 delegados, face a 183 delegados - com Obama, de facto, a vencer no Texas, por 100-93!).

Ou seja, mais uma vez, os números acabam por vir, a posteriori, de alguma forma ‘desmentir’ as primeiras ilações (isto sem questionar a importância fundamental desta jornada para Hillary, em termos de dinâmica eleitoral, com a crucial vitória no Ohio - sem ela, tudo poderia estar ‘perdido’ ;)

E afinal, parece que ele sempre ganhou o Texas (os delegados, pelo menos)

E - numa disputa tão acerrimamente disputada, como parece ser esta até ao final - se os 26 delegados eleitos por John Edwards acabassem por vir a ser decisivos? (!)

Interessantíssimo.

Os primeiros dados da noite davam a vitória a Hillary no Caucus do Texas. Mas realmente, estava a ler no site de Obama que acabou por vencer em delegados do Texas. Como na Super Terça-Feira, a vitória de Hillary, acaba por ser “virtual”.

Os 26 delegados de John Edwards vão ser importantes, mas nesta altura, o antigo candidato deve estar arrependido de não ter ido à Super Terça-Feira. Teria conquistado facilmente muitos mais delegados e poderia tornar-se no fiel da balança. Mesmo assim, quem ele decidir apoiar, irá ganhar uma enorme vantagem..

Aqui no Brasil as informações são sempre superficiais, à favor de Hillary, se não fosse a Internet, os blogs, não saberiamos a realidade.
No final das contas se Obama é o melhor a uitlizar a internet é bom sinal dos tempos. Ele está na frente nisso tb.

Alguém já disse que Obama liderou a primeira campanha do século XXI e Hillary a última do século XX.

You can visit, we are going concern now. But today we have generated
a more pro top blogs daily report
. Now I’ve just posted the newest report , see and reply me some comments. Thanks.

Leave a response

Your response:

Categorias