Posted by: Nuno Gouveia | Março 13, 2008

Florida re-Vote?

arctic_ice_florida_070910_ms.jpg

 

Os responsáveis do Partido Democrata da Florida já formularam o seu plano para a repetição das eleições primárias. Esta proposta marca as eleições para dia 3 de Junho, com o envio dos boletins de voto através do correio até ao 19 de Abril para os militares no estrangeiro e para os restantes cidadãos até 9 de Maio. Os eleitores também podem votar presencialmente nos 50 escritórios que o Partido Democrata tem na Florida. Este plano custa entre 10 e 12 milhões de dólares e será suportado por doações de “Soft Money”, que são legais para certas actividades partidárias. Refira-se que na Florida, as primárias são fechadas, o que significa que apenas eleitores registados como Democratas podem participar.

Em breve saberemos se o DNC, Barack Obama e Hillary Clinton chegam a acordo relativamente a este plano. A Florida vai ser um estado crítico em Novembro, e se não estiver representado na Convenção de Denver, isso poderá ser o mesmo que entregar os 27 votos eleitorais a John Mccain.

Respostas

Esse pode ser efectivamente um factor decisivo. Não dar a possibilidade à Florida de ter representação na Convenção Democrata pode fazer afastar os eleitores no “Dia D”.

Não vai ser fácil esse acordo ‘tri-partido’, mas é possível que venha a consumar-se.

Tenho mais dúvidas que - mesmo a realizar-se essa votação - Hillary Clinton consiga uma vitória por uma margem expressiva que lhe permita recuperar a desvantagem a nível de delegados eleitos.

Pelas sondagens que têm sido publicadas, muitos Democratas da Florida e Michigan têm dito que irão votar em Mccain, ou ficar em casa, se os seus delegados não estiverem representados em Denver. E em estados como estes, isso podem ser fundamental para dar a vitória aos Republicanos.

E também concordo que Hillary pode recuperar a desvantagem que tem, mesmo que estes dois estados vão a votos novamente. É que o atraso é enorme!!!

Em Janeiro, Hillary venceu Obama por uma vantagem de 16,9% na Florida, numa altura em que a Obamamania ainda não tinha atingido o auge, como acontece de momento.

Não acredito que em Junho, Hillary consiga vencer por uma margem superior, como teria de acontecer para recuperar a liderança no voto popular, porque a liderança no número de delegados será praticamente impossível (segundo as últimas sondagens lidera com 13%).

Agora os Democratas, sobretudo Obama, teriam muito a perder, se recusarem que a Florida e o Michigan possam votar novamente.

Obama, pelo seu discurso «anti-politiquice» e «anti-aparelho» não pode, sob pena de perder credibilidade, recusar a repetição destas duas primárias, quando sabe que será derrotado nelas. Pode afirmar que a repetição das mesmas é prejudicial à sua campanha, mas tem de assumir o ónus de não as recusar, para bem da democracia.

Claro que o facto de na Florida se efectuarem eleições fechadas prejudica ainda mais Obama (que recebe muitos votos de novos eleitores que não estão registados em nenhum partido e que não se assumem como Democratas), mas também Hillary não irá receber votos dos Republicanos que querem «atrapalhar» a definição do candidato Democrata…

No Michigan, apesar de ser um estado Hillary, convém não esquecer que em Janeiro, Hillary só teve uma vantagem de 15,5% sobre… «Uncommitted», porque Obama nem fez campanha nem se apresentou a votos, ou seja, dificilmente Hillary venceria agora por uma vantagem superior a essa…

Claro que para Obama, o melhor seria a realização de Caucus nesses dois estados, por serem mais baratos e mais fáceis de organizar, e sobretudo por Obama dar-se muito melhor que Hillary nos Caucus, e aí seria Hillary a repensar a proposta e a ficar com o ónus de aceitar ou recusar a proposta.

Seja como for, Hillary vai vencer na Pennsylvania (158 delegados) e recuperar algum fôlego e algum ânimo, mas esse ligeiro «momentum» só vai durar 15 dias, até às eleições de North Carolina (115 delegados) onde Obama vencerá e retomará a sua vantagem confortável na corrida.

Leave a response

Your response:

Categorias