
O Senador do Arizona está hoje no Iraque para encontros com responsáveis iraquianos, militares e diplomatas americanos. Esta visita já era de algum modo aguardada, mas não foi anunciada previamente por questões de segurança. Mccain, acompanhado pelos colegas do senado Joe Lieberman e Lindsey Graham, vai realizar esta semana uma digressão por Israel, Jordânia, Inglaterra e França, onde se vai encontrar com o Ehud Olmert, Gordon Brown e Nicolas Sarkozy, entre outros responsáveis políticos destes países.
Esta visita ao Iraque deverá demorar menos de 24 horas, mas não foram ainda revelados pormenores nem imagens dos seus encontros. Esta é a oitava viagem de Mccain ao Iraque desde que o conflito começou. A última tinha sido em Novembro, por altura do feriado do Dia de Acção de Graças.
Quando se está a assinalar cinco anos da intervenção dos Estados Unidos no Iraque, esta guerra poderá ser crucial para o sucesso, ou não, da candidatura presidencial de John Mccain. No verão passado, quando os americanos pareciam estar atolados no Iraque, a candidatura de Mccain entrou em queda livre. “Prefiro perder uma campanha que uma guerra” foi uma resposta que parece que entrou no “goto” dos eleitores republicanos. Com a melhoria da situação militar no terreno, Mccain poderá conseguir convencer os americanos que a nova estratégia está a resultar e a solução defendida pelos Democratas poderá lançar o Iraque no caos total. Se a violência voltar a aumentar para níveis intoleráveis, Mccain poderá dizer adeus à Casa Branca, como o próprio já admitiu. O General David Petraeus é deste modo o seu mais fiel apoio nesta corrida Sala Oval.
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