Posted by: Nuno Gouveia | Março 22, 2008

“An act of betrayal”

Foi assim que James Carville, apoiante e advisor de Hillary Clinton, reagiu ao endorsement de Bill Richardson a Barack Obama. Apesar da sua candidatura estar a desvalorizar este apoio, a verdade é que o campo dos Clinton terá reagido muito mal a esta notícia. Mark Penn disse mesmo que o “já tinha passado o tempo que o seu apoio poderia ser importante”, numa alusão às primárias do Texas, onde os latinos representaram cerca de 40% dos votos.

Obviamente que não será o caso, pois Bill Richardson é um político influente na máquina democrata e era considerado um aliado político dos Clinton. E é o segundo candidato presidencial a apoiar Obama, depois de Chris Dodd no mês passado. A fúria de Hillary Clinton terá sido passada ao próprio Richardson na conversa que este manteve com a candidata democrata.

Sobre este assunto:

First a Tense Talk With Clinton, Then Richardson Backs Obama, NY Times

Richardson calls out Clinton adviser, Political Ticker

Respostas

Sinceramente, acho este episódio um sintoma de maturidade da democracia americana. Um candidato deve ser apoiado mediante o seu mérito pessoal e o do seu programa, não segundo amizades pessoais. Está em causa um projecto político, não um negócio de família.

Amigos amigos…

go Obama go

Eu tendo a concordar com o próprio Richardson:

http://transcripts.cnn.com/TRANSCRIPTS/0802/26/sitroom.03.html

“I just have felt that an endorsement by me, I don’t think it’s that significant.”

Este blog faz, de longe, a melhor cobertura - para mais numa toada analítica - destas eleições em português.

Também, mas não apenas, pelo contraste com a da MSM lusa, que espreitei via links ali ao lado e, como em outros ciclos, não é demasiado brilhante (caridade minha: é, comme d’habitude, parcial, subnormal, oligofrénica e ignorante).

Os meus parabéns.

Caro HO,

Muito obrigado pelo elogio. Espero continuar a merecer as suas palavras

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