Bill Clinton disse ontem uma frase que resume bem o estado de espírito da candidatura da sua esposa. “My family’s not big on quitting, you probably noticed that”, defendeu o antigo presidente num discurso a apoiantes. A longevidade na arena política americana explica-se pela qualidade evidente que ambos possuem, mas também pela resistência e persistência que demonstraram ao longo dos anos.
Em 1992, Bill Clinton esteve perto da derrota nas primárias, mas venceu no New Hampshire, foi o candidato democrata e ganhou a Casa Branca. Em 1994 pensava-se que não teria hipóteses de ser reeleito, depois da vitória esmagadora dos Republicanos de Newt Gingrich. Venceu facilmente Bob Dole. Em 1998, depois do escândalo de Mónica Lewinski, também foi dado como morto pelos opositores, mas renasceu e saiu da presidência dos Estados Unidos com altos índices de popularidade.
Hillary Clinton também ela é um sinal de renascença. Em 2000 teve uma luta muito dura na eleição para o Senado contra Rick Lazio, mas acabou por vencer com relativa facilidade. Nestas primárias já foi considerada “morta” por três vezes, mas acabou sempre por permanecer na corrida. No New Hampshire as sondagens indicavam a vitória de Obama por 10%, mas derrotou o Senador do Illinois. Na Super terça-Feira chegou-se a pensar que iria perder a Califórnia, Massachusetts, e outros grandes estados, mas acabou por resistir. Não ganhou nos delegados, mas venceu onde era preciso. Já recentemente, os analistas chegaram a prever a vitória de Obama no Ohio e Texas, o que significaria o fim da sua campanha. Venceu ambas as primárias e ai está ela na luta pela nomeação.
O historial dos Clinton ensina-nos que eles nunca desistem. Enquanto houver esperança, eles mantêm-se em jogo e geralmente acabam por ser premiados com a vitória. Será que é desta que acaba a carreira política do casal mais bem sucedido na história da política norte-americana?
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