Posted by: Nuno Gouveia | Abril 10, 2008

Obama não deve aceitar financiamento público

Obama é provavelmente o melhor angariador de dinheiro na história da política americana. Já ultrapassou os 200 milhões de dólares e isto apenas para as primárias. Obviamente que isto levanta-lhe um problema. Questionado em Setembro sobre se aceitaria financiamento público, Obama respondeu desta forma:

“Sim. Em Fevereiro de 2007 propus um novo caminho para preservar a força do sistema de financiamento público nesta eleição. O meu plano necessita que os candidatos de ambos os partidos concordem numa trégua na angariação de fundos, devolvam os excessos aos doadores e aceitem o financiamento público para as eleições gerais. A minha proposta foi seguida de anúncios de alguns candidatos que iriam tentar angariar o máximo de dinheiro que podiam. A Federal Election Commission aprovou esta proposta legal e o senador John Mccain já aceitou este plano. Se for o nomeado democrata, vou procurar agressivamente um acordo com o nomeado republicano, para preservar o sistema de financiamento público para as eleições gerais de Novembro.”

Depois de ter obtido somas fabulosas nos últimos meses, é difícil Obama não enveredar pelo financiamento privado. Mas depois de sempre ter defendido o financiamento público, e de John Mccain ir aceitar estas regras para as eleições de Novembro, será interessante ver quais os argumentos que Obama vai utilizar para justificar a sua decisão. Recentemente, Obama já começou a falar de forma diferente. É mais que certo que vai saltar fora do sistema de financiamento público. Não irá perder credibilidade?

Respostas

Arrisca-se a perder credibilidade, sim. Mas se McCain insistir muito no assunto e quiser empurrar Obama contra a parede, vai ser interessante ver qual a reacção das bases republicanas e o efeito no discurso contra o excesso de despesa do Estado a que o próprio McCain dá voz.

Vai com toda a certeza perder credibilidade. E são mais uns pozinhos a juntar a algumas questões (como a do rev. Wrigth ou a do NAFTA) que já trouxeram dissabores a Obama.

Esta situação vai ser problemática…

A lei Mccain-Feingold foi criticada pelos republicanos, mas muito defendida pelos democratas. Foi para combater a influência do dinheiro nas campanhas eleitorais que se fez a esta lei. Os republicanos eram, nos últimos anos, os grandes defensores de não haver limites nos gastos eleitorais. Agora vai ser ao contrário?

Leave a response

Your response:

Categorias