
Jimmy Carter, antigo Presidente dos Estados Unidos, tem sido constantemente uma dor de cabeça para a diplomacia norte-americana. Ao contrário dos antigos presidentes, tem usado o seu estatuto para embaraçar a política externa americana.
Na próxima semana tem previsto mais um encontro polémico, desta feita com o líder do grupo terrorista Hamas, Khaled Meshal, na Síria. Apesar do Hamas ter sido eleito democraticamente para o governo da Palestina, foi ostracizado pela comunidade internacional por ter-se recusado a abdicar de actos de terrorismo e de lutar contra o extermínio de Israel.
Esta visita é um óbvio embaraço para os candidatos democratas, pois é contra os esforços da política externa americana em isolar o Hamas, facto aliás que é apoiado pela esmagadora maioria da classe política. John Mccain já recriminou violentamente esta visita, que é na prática um apoio a “um grupo classificado como terrorista pelo Departamento de Estado”. Hillary Clinton e Barack Obama também foram lestos a denunciar e criticar este encontro. A campanha de Clinton argumentou que “Hillary respeita o antigo Presidente Carter mas discorda desta decisão. Ela não se encontraria com o Hamas sem isso ser coordenado com Israel”. Um assessor de Obama também defendeu que “o senador Obama não concorda com a decisão do presidente Carter ter este encontro com o Hamas, porque ele não apoia negociações com o Hamas enquanto não renunciarem ao terrorismo, reconhecerem o direito de existência a Israel e apoiar os tratados de paz assinados anteriormente”.
As notícias vindas do lado de Carter asseguram que ele está inclinado em apoiar Barack Obama, mas sente que esse endorsement poderia ser prejudicial para o senador do Illinois, devido a hostilidade que os judeus sentem em relação ao ex-presidente. Carter publicou um livro, Palestine Peace Not Apartheid, onde criticou fortemente a política israelita em relação à Palestina.
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