Eu tenho poucas dúvidas que John Mccain é um homem feliz por estes dias. Se há um ano atrás lhe tivessem dito que seria o líder do Partido Republicano e que as sondagens lhe eram tão favoráveis, talvez ele mostrasse reticências perante esse cenário.
Em primeiro, porque ninguém acreditaria que os democratas ainda não tivessem a sua contenda por decidir. E, com o actual contexto, poucos acreditariam que em Abril o candidato republicano estivesse empatado virtualmente com o candidato republicanos.
A campanha negativa e agressiva entre os opositores democratas é um bónus que Mccain agradece. Independentemente do nome do adversário Democrata, os estrategas republicanos já têm bastante material de “ataque” para a campanha de Novembro, com o benefício de ter sido providenciado pelos próprios democratas. O reverendo Jeremiah Wright, o “bittergate” ou a Bósnia farão as delícias dos anúncios negativos de Mccain.
Não tenhamos ilusões: John Mccain é o melhor candidato que o GOP poderia apresentar nestas eleições, mas, em condições normais, seria varrido nas eleições gerais. A incompetência democrata está a oferecer a Mccain a possibilidade de suceder a George W. Bush. Eu acredito que Obama vai ser o candidato democrata, não amanhã, mas em Junho. Se os republicanos conseguirem mostrar Obama como mais um liberal sem experiencia na arena política, o novo Presidente dos Estados Unidos poderá ser eleito com os chamados “Mccain Democrats”. Atenção a este cenário.
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