Os últimos dias foram marcados pela violenta campanha protagonizada pelos dois candidatos democratas. Repare-se nas duras palavras proferidas pela campanha de Hillary Clinton, devido a um anúncio negativo de Barack Obama sobre o plano de saúde de Clinton.
“When it comes to negative campaign tactics, Senator Obama has been a hypocrite from day one, decrying attack politics from one side of his mouth while he and his campaign wage a character assassination effort from the other”
Hillary Clinton tem ainda criticado Obama pelos seus comentários do “bittergate”, o seu plano de saúde e a sua inexperiência em Washington. Por sua vez, Barack Obama criticou Clinton por ter aceite dinheiro de PAC’s, o seu plano de saúde, que segundo Obama é muito dispendioso, e exactamente a sua experiência em Washington, que a faz uma política igual aos outros. Os anúncios de ambas as candidaturas têm sido de uma violência extrema, com os dois a acusarem o adversário de utilizarem as tácticas republicanas. Há notícias que os candidatos têm utilizado as chamadas “Robot-Calls”, que são chamadas telefónicas automáticas, que neste caso têm sido usadas exclusivamente para atacar o adversário. Já li que ambos têm enviado postais e flyers negativos, e claro, as velhas tácticas de ataque da política americana, com uma invulgar linguagem negativa entre candidatos do mesmo partido.
Quando se fizer a história destas primárias, a intensidade verbal entre estes dois candidatos ocupará uma parte significativa dos livros. E não se pode dizer que há inocentes nesta campanha. Ambos têm usado e abusado de linguagem negativa. Um Ticket conjunto seria ridículo depois desta campanha. A política norte-americana também é feita disto, e aqui, não há grandes diferenças entre os dois partidos, ao contrário do que é apregoado por cá.



































