Publicado por: Nuno Gouveia | Abril 2, 2008

O legado de Bush*

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* Por JOAQUIM MIRANDA SARMENTO, 2 DE ABRIL DE 2008

 

No último ano de 8 anos de mandato de Bush, 6 dos quais com maioria no Congresso e Senado, é necessário fazer um ponto de situação. Trata-se de um balanço de factos, e não um balanço de opinião: se foi bom ou mau, se podia ter feito mais ou menos.

É preciso olhar para a História de forma desapaixonada. É por isso que estes últimos 8 anos ainda não são História: ainda não terminaram e não são olhados com o tal distanciamento e isenção necessários.

Quais foram então as principais decisões e medidas, para além da evolução económica, a meu ver, positivas do Presidente Bush?

No plano interno

  • Maior reforma educativa desde o tempo do New Deal – “No child left behind Act”, com o objectivo de diminuir o gap entre alunos ricos e pobres, base de qualquer política de combate às assimetrias de rendimentos e de combate à pobreza.
  • Comparticipação dos medicamentos no Medicare (Medicare Act of 2003).
  • Aumento considerável de despesas com o Medicare e o MediAid, os dois sistemas de saúde pública americanos.
  • Aumento dos Fundos para o National Science Foundation e para o National Institutes of Health.
  • Um dos maiores cortes de impostos da história americana: 1,3 triliões de USD, durante 10 anos, cujos estudos independentes demonstram ter posto os ricos a pagar mais impostos e a classe média menos impostos.
  • Crescimento económico médio de 2,5 %.
  • O desemprego passou de 4,2% para 4,5% (crescimento marginal, embora no meio do mandato tenha tido um valor próximo dos 5,5%).
  • Estudos demonstram que o nível médio de vida subiu em todos os escalões de rendimento.
  • Aumento do controlo dos mercados financeiros, com o “Bankruptcy Abuse Prevention and Consumer Protection Act of 2005”.
  • Reformas orçamentais: PART e except-more.gov.
  • Reformas da AP: Central de compras e serviços partilhados.
  • Reforma da legislação sobre auditoria, com a “Sarbanes-Oxley Act of 2002”
  • Criação da “Northwestern Hawaiian Islands”, a maior reserva ecológica dos EUA.
  • Decisão de legalizar 12 milhões de imigrantes ilegais.
  • “Comprehensive Immigration Reform Act of 2007” – programa de legalização de imigrantes e programas de “guest worker”.
  • Legislação a defender o direito dos consumidores: “Internet Tax Nondiscrimination Act”; “Do-Not-Call Implementation Act”;
  • Reforma da legislação sobre financiamento das campanhas: “Bipartisan Campaign Reform Act of 2002”.
  • Aumento da protecção às crianças: “PROTECT Act of 2003”,” Adam Walsh Child Protection and Safety Act”;
  • Protecção do ambiente: “Healthy Forests Restoration Act of 2003”; “Energy Policy Act of 2005”, “Great Lakes Legacy Act of 2002”, “Clear Skies Initiative”,

 

No plano internacional:

  • Presidente que mais importância deu a África e ao combate à pobreza e doenças neste continente.
  • Diversos acordos de comércio livre.
  • “United States Leadership Against HIV/AIDS, Tuberculosis and Malaria Act of 2003”.
  • Guerra do Afeganistão: Derrube do regime dos Talibans.
  • Guerra do Iraque: Derrube de Saddam, acesso ao petróleo, bases futuras para controlar a região.

 

Foi um mandato que teria tido um pendor isolacionista não fora o 11 de Setembro. Mas foi um Presidente que deixou algumas pontes e medidas muito importantes para o futuro interno dos EUA.

No plano externo tudo dependerá da forma como terminar a guerra no Iraque. E isso é o mais irónico: apesar das medidas internas, para o resto do mundo, a imagem de Bush ficará sempre associada à sorte da guerra do Iraque.

E relembrar que há 20 anos também houve um Presidente que a Europa, ou parte dela, apelidava de “cowboy”, “atrasado”, “louco”, “actor de 2ª”, etc. Esse Presidente é hoje recordado como um dos melhores Presidentes da história Americana: Ronald Reagan.

 

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Responses

  1. Muito bom o texto do Joaquim. Expôs, como bem disse, “de forma desapaixonada” os feitos de Bush, eclipsados pela Guerra no Iraque. Bush fez; e fez muito.

  2. Há uma coisa que me faz confusão: Há quem julgue a história no presente. Há que dar tempo… O Joaquim tem razão quando diz que o legado de Bush vai depender do Iraque. Há certamente muitos aspectos positivos da sua Administração: eu destaco sem dúvida o apoio que deu ao continente africano, esquecido pelo resto do mundo. Mas o seu legado vai depender do que acontecer no Iraque.
    Vou fazer um paralelismo com Harry Truman, que referi num artigo há pouco. Ele acabou a sua presidência com níveis baixíssimos de popularidade, piores ainda que GWB. O principal motivo foi na altura a impopular guerra da Coreia. Apesar disso, hoje é considerado um grande estadista, o político que começou o combate contra a expansão do comunismo no mundo, lançou a doutrina Truman, o Plano Marshall e ficou na história como um grande Presidente dos EUA. Se GWB ainda vai ficar na história como bom presidente sinceramente não sei. Mas é cedo para julgar o que foi o seu mandato. Há demasiada cólera anti-americana no mundo para se poder efectuar um julgamento isento.

  3. […] das dificuldades de John Mccain vai ser o legado de George W. Bush (tema da contribuição de Joaquim Sarmento, convidado deste blogue). Concordo que não se pode julgar a acção de um presidente sem conhecer […]

  4. “Um dos maiores cortes de impostos da história americana: 1,3 triliões de USD, durante 10 anos, cujos estudos independentes demonstram ter posto os ricos a pagar mais impostos e a classe média menos impostos.”

    Que estudos são esses? Ao que li, a percentagem da receita dos impostos que é paga pelos ricos efectivamente aumentou, mas não porque as taxas de impostos da classe média tenham descido mais do que os dos ricos, mas porque a proporção do rendimento dos ricos no rendimento nacional aumentou, logo a sua parte na receita fiscal total tambem aumentou.

    http://www.cbpp.org/3-11-08tax.htm

  5. http://www.newsbusters.org/blogs/noel-sheppard/2007/12/18/rich-pay-more-taxes-bush-elected-contrary-media-meme?adultclean

    http://online.wsj.com/article/SB119786208643933077.html

    resposta ao ultimo post

  6. Que giro, de 1990 a 2000 (período que incluiu os 8 anos Clinton, o aumento de impostos pagos pelos 1% e 5% mais ricos foi de 12%. Nos 5 anos Bush apresentados foi de 2 e 4%. Dificilmente se pode dizer que Bush os pôs a pagar mais. Pena que não se vejam estes dados para as outras classes. Por outro lado seria mais interessante ler a Economist que refere (procurar, eu agora não tenho paciência) com frequência que a quantidade de loopholes na legislação fiscal americana faz com que os ricos acabem por pagar menos impostos que os seus secretários. Aliás, Warren Buffet afirmou algo do género de dar 1 bilião de dólares à segurança social se elgum bilionário lhe provasse que pagava mais impostos (percentualmente) que o/a respectivo/a secretário/a.

    Já agora, o primeiro link é para ignorar. É biased até à ponta dos cabelos.

    Quanto ao No Child Left Behind, também a Economist aponta as críticas: http://www.economist.com/world/na/displaystory.cfm?story_id=10926430

    Relativamente às falências a lei, segundo as críticas, parece ter sido feita à medida das companhias de cartões de crédito.

    A “Sarbanes-Oxley Act” saiu da pena de dois representantes e foi esmagadoramente aprovada nas duas câmaras do parlamento. O que é que Bush teve a ver com o assunto?

    Passar as “Northwestern Hawaiian Islands” a reserva foi excelente. Talvez para compensar o Alasca.

    A “Comprehensive Immigration Reform Act” não foi aprovada. Originalmente nem sequer tinah nada a ver com Bush. Resultou de uma junção de três propostas diferentes que, no fim, receberam o forte apoio de Bush, nada mais.

    A “Internet Tax Nondiscrimination Act” e a “Do-Not-Call Implementation Act” saíram da pena de outros congressitas. Bush apenas as aprovou. Será que é sério colocar aqui as leis que Bush aprovou mas que não iniciou?

  7. Que giro, de 1990 a 2000 (período que incluiu os 8 anos Clinton, o aumento de impostos pagos pelos 1% e 5% mais ricos foi de 12%. Nos 5 anos Bush apresentados foi de 2 e 4%. Dificilmente se pode dizer que Bush os pôs a pagar mais. Pena que não se vejam estes dados para as outras classes. Por outro lado seria mais interessante ler a Economist que refere (procurar, eu agora não tenho paciência) com frequência que a quantidade de loopholes na legislação fiscal americana faz com que os ricos acabem por pagar menos impostos que os seus secretários. Aliás, Warren Buffet afirmou algo do género de dar 1 bilião de dólares à segurança social se elgum bilionário lhe provasse que pagava mais impostos (percentualmente) que o/a respectivo/a secretário/a.

    Já agora, o primeiro link é para ignorar. É biased até à ponta dos cabelos.

    Quanto ao No Child Left Behind, também a Economist aponta as críticas: http://www.economist.com/world/na/displaystory.cfm?story_id=10926430

    Relativamente às falências a lei, segundo as críticas, parece ter sido feita à medida das companhias de cartões de crédito.

    A “Sarbanes-Oxley Act” saiu da pena de dois representantes e foi esmagadoramente aprovada nas duas câmaras do parlamento. O que é que Bush teve a ver com o assunto?

    Passar as “Northwestern Hawaiian Islands” a reserva foi excelente. Talvez para compensar o Alasca.

    A “Comprehensive Immigration Reform Act” não foi aprovada. Originalmente nem sequer tinah nada a ver com Bush. Resultou de uma junção de três propostas diferentes que, no fim, receberam o forte apoio de Bush, nada mais.

    A “Internet Tax Nondiscrimination Act” e a “Do-Not-Call Implementation Act” saíram da pena de outros congressitas. Bush apenas as aprovou. Será que é sério colocar aqui as leis que Bush aprovou mas que não iniciou? Que tal umas leis sobre leite nas escolas, não haverá?

    A “Bipartisan Campaign Reform Act of 2002” foi inicialmente criticada por Bush. Não fosse o escândalo da Enrone e provavelmente acabaria por a vetar caso fosse sequer aprovada (já tinha recebido o tratamento “fillibuster” anteriormente).

    A “Healthy Forests Restoration Act” é controverso, com muita gente a vê-la como dando maior liberdade às empresas de madeira para abater árvores.

    A “Energy Policy Act” dá mais dinheiro ao nuclear e aos combustíveis fósseis que a todas as outras hipóteses juntas. Além de ser uma das promotoras do aumento desastroso em investimento em etanol não sustentável. Este vai ser dos legados que as pessoas vão amaldiçoar (para além dos outros).

    Clinton trouxe África para a ribalta. Bush só se voltou para o continente quando o resto do mundo lhe virou as costas (ou ele ao mundo). A fundação Gates gasta mais em tratamento da malária que o governo americano.

    Derrube dos Taliban? Vá lá ler as notícias sobre o ressurgimento deles. Teria sido um sucesso se não se tivesse metido no Iraque e tivesse mantido tropas decentes por lá para estabilizar o país.

    Quanto ao Iraque, é preciso um descaramento enorme para o meter aqui. Criou uma base de treino para a Al-Qaeda (que nem sequer por ali andava), aumentou o poder e influência do Irão, tirou o foco do conflito israelo-palestiniano, etc.

    Ronald Reagan é considerado como um dos melhores presidentes da história americano por quem já o considerava como tal na altura. Deixou dos maiores défices económicos da história e do resto, apenas é lembrado por ser um grande comunicador (que o era) e por ter sido o presidente na altura da queda do muro de Berlim (que não foi tanto por influência sua, mas que se há-de fazer, foi ele a dizer a frase). Ainda assim Reagan fica quase como um Einstein ao lado de Bush.

    O artigo não é excelente. É excelente para quem é cego e quer defender Bush a toda a força. Um exclente artigo apontaria os pontos bons e os maus. Assim, como está, a atribuir coisas a Bush que ele não fez e a distorcer factos apenas sai como biased. Um pouco mais belicoso e poderia ter sido escrito pela Coulter.

  8. Peço desculpa pela repetição. Creio que cliquei no Enter a meio do comentário.

  9. Caro João André,

    Obrigado pelo seu comentário. É de debate que este país precisa….

    Não preciso de defender o artigo do Joaquim. Os textos de opinião não têm de ser isentos. São uma visão pessoal das coisas.
    Se quer falar de isenção, então poderíamos estar aqui horas a falar do tratamento que a comunicação social dá às eleições americanas. E também ao trabalho do Presidente Bush. Você, pelos vistos, só vê aspectos negativos no presidente actual. Gostava de ler um artigo seu sobre o legado de Bush. Certamente encontraria pontos bons e maus….

    Apenas sobre o último ponto: Ronald Reagan saiu da presidência com um índice de popularidade elevadíssimo. Certamente hoje ainda há muitos americanos, e não só, que o consideram um grande presidente, um dos melhores da história. Para terminar, e por falar em isenção. Considerar que Ronald Reagan nada ou pouco teve a ver com a queda do comunismo revela de facto uma independência de análise, e mais do que isso, um forte conhecimento histórico da queda das “democracias” populares de leste.

  10. Relativamente a esta parte: «Considerar que Ronald Reagan nada ou pouco teve a ver com a queda do comunismo revela de facto uma independência de análise, e mais do que isso, um forte conhecimento histórico da queda das “democracias” populares de leste», não sei se foi ironia ou não, mas também não é parte do assunto em discussão.

    Relativamente ao legado de Bush, considero que tem essencialmente pontos negativos. Um ou outro ponto positivo, mas essencialmente negativos. A questão do Iraque irá de facto marcar a presidência, até porque foi apresentada sob falsos pretextos, causou umas centenas de milhares de mortos entre civis, americanos e insurgentes, provocou gastos enormes da parte dos americanos, ajudou a ir inflacionando o preço do petróleo e terá sido, pelo menos em parte, responsável pela crise económica americana. Tudo isto é um legado muito pesado. Mesmo que as coisas acabem por sair bem (e espero que sim), será mais por acção do próximo presidente (seja ele quem for) que de Bush.

    Quanto às coisas boas, vejo poucas. A criação da reserva nas ilhas do Hawai foi boa, tal como algum apoio a algumas tecnologias para a produção de energias renováveis, mas o resto nem por isso. Não concordo minimamente com os cortes de impostos que ele executou, nem com a forma como os fez (além das excepções fiscais que foi colocando e que apenas beneficiam os ricos). Quanto à sua inteligência, fica bem patente que não é particularmente elevada. Vale-lhe ter na administração elementos que sabem oq ue andam a fazer, como Cheney, Rice, Wolfowitz e Rumsfeld antes (posso não gostar deles, e não gosto mesmo nada, mas são inteligentes) e, essencialmente, Karl Rove (as coisas já iam mal, mas depois da sua saída, parece que tudo implodiu).

    Creio que Bush ficará para a história como o presidente que teve uma oportunidade de ouro para mudar o mundo a partir das ruínas e acabou por antagonizar toda a gente e precipitar uma recessão económica. Mas pronto, esperemos uns anos então.

  11. Caro João André

    Muito obrigado pelo seu comentário, pese embora algumas críticas roçarem o foro pessoal. Mas deixe-me dizer-lhe que o importante é que falem de nós, bem ou mal!

    Mas deixe-me previamente também dizer algo: Eu não sou jornalista e não me pagam para dar noticias. Aqui, ou noutros lugares, escrevo a minha opinião. Mas pese embora isso, eu limitei-me a citar factos: medidas tomadas durante a administração Bush.

    Refere em primeiro lugar que durante a administração Clinton os mais ricos pagaram mais 12%, e isso é um facto. Mas se olhar para a coluna da esquerda do quadro do artigo, confirmara outro facto: Os 1% mais ricos passaram de 14% do rendimento nacional para 21%.
    O que o artigo (que é do wsj, e não do blogue, o blogue apenas cita o artigo), refere é que entre 2000 e 2005, apesar da redução de impostos e apesar de 1% mais rico não ter visto em % do rendimento nacional o seu peso aumentar, as taxas de esforço fiscal aumentaram 2%. O mesmo sucede com os 5% mais ricos, que apenas aumentam 1% no peso do rendimento nacional, mas aumentam 4% no peso das receitas fiscais.
    Em Economia existe uma teoria para isto: chama-se “curva de Laffer”,e pese embora as falhas que esta teoria tem (e que eu reconheço), demonstrou mais uma vez que quando o nível de fiscalidade é mais elevado do que aquilo que a população está disposta a pagar (e aqui o esforço fiscal é algo que varia de sociedade para sociedade: é muito maior nos países nórdicos, do que em economias liberais como os EUA ou o Japão), a redução de taxas aumenta a cobrança fiscal.
    Além disso o artigo do wsj explica que proporcionalmente as deduções fiscais foram maiores para as classes de rendimentos mais baixos.

    Depois refere que alguns dos pontos que eu indiquei no artigo não são mérito de Bush. Mas o meu artigo não é sobre os méritos ou não do Presidente. Alias, poderá sempre argumentar, como faz uma pessoa minha amiga, militante “anti-bush”, que mesmo as medidas positivas que saiem da Casa Branca são mérito do staff do Presidente, porque “daquela cabeça nunca poderá sair nada de jeito”. É uma visão das coisas. Mas o ponto essencial é que eu falei em legado. No legado, para a história, fica o que foi feito durante os 8 anos. Repare que no legado de Clinton está um crescimento económico fantástico, e o grande mérito pertençe a revolução tecnológica e ao FED. Mas está lá no legado de Clinton.

    Quando ao derrube dos Taliban e ao ressurgimento deles, mas o que é curioso é que eles não ocupam nenhuma cidade no Afeganistão. Antes mandavam em todas, a começar por Cabul. Aliás, quer queira, quer não, e cito aqui o Henry Levy (“vertigem americana”), graças à influência dos Neocons o mundo já despachou 3 ditaduras (Jugoslavia – com a influência no Senado, determinante para as duas intervenções: Bosnia e Kosovo, não se esqueça que o Senado depois de 94 passou a ser Republicano; Afeganistão e Iraque).

    Quanto ao Iraque sera possível admitir que a alternativa às operações militares não teria sido necessariamente melhor (a de Bill Clinton, no caso do Iraque, consistiu em fome e bombardeamentos regulares)? Ou reconhecer que numa guerra, como dizia Nelson, a sorte também combate? Não, é preferível acreditar que tudo o que correu mal foi por “asneira” de Bush.

    Seria útil desmistificar um mito que é o de que só os Neocons é que estiveram a favor da intervenção no Iraque. O especialista para o Médio Oriente da administração Clinton publicou um livro ignorado nesta parte do mundo, chama-se The Threatening Storm: The Case for Invading Iraq
    http://www.amazon.com/Threatening-Storm-Case-Invading-Iraq/dp/0375509283

    E aqui está uma entrevista:
    http://www.cfr.org/publication/5212/threatening_storm.html?breadcrumb=%2Fbios%2F317%2Flisa_anderson

    Quanto à imigração: 12 milhões de imigrantes ilegais que foram legalizados. É um facto. E na Europa nem uma palavra sobre isto. Não fosse a malta começar a perguntar se o tipo afinal é o “fascizoide” que o camarada Louça e quejandos nos quiseram vender.

    Por último, e a importância de Reagan na queda do Comunismo. O Nuno já respondeu e muito bem. Mas custa ver que algumas pessoas ainda acreditam que do outro lado do muro é que se estava bem…

    Cumprimentos.

  12. Caro João André
    Eu coloquei o meu post antes de ver que já tinha colocado mais um post.

    Quanto à inteligência de Bush, eu não sei se ele é inteligente ou não. Sei que não teve de ir para a Independente licenciar-se. Como ex-aluno de um executive course de Harvard (apesar de ter sido na KSG e não na HBS), não acredito que ele tenha tirado um MBA “por favor”. É algo que me custa a acreditar.

    Também devo dizer que as pessoas que conheço que exerceram funções públicas de elevado relevo (note funções públicas, e não políticas), nas administrações Clinton e Bush, pese embora reconheçam maior inteligencia e sobretudo cultura e charme a Clinton, nenhuma, mesmo as que já estavam reformadas, alguma vez me disseram que achavam Bush burro. E todas elas frequentemente tiveram reuniões na Sala oval.

    O que por vezes o faz parecer pouco inteligente, alem de dislexia, é aquele ar de tipo despreocupado e simples. Mas acredite que foi isso que o fez ganhar as várias eleições, desde governador a 2004. Os adversários substimam a sua inteligência. Os americanos, na sua maioria, adoram a forma simpática e bonacheirona como ele fala com eles, sobretudo em campanha.

    Quanto ao “no child left behind”, ate os democratas dão crédito a esta medida. Tal como o fazem a outra medida Republicana (anterior a Bush, mas implementada pela primeira vez pelo Giuliani em NYC): o Compstat.

    cumprimentos.

  13. […] Abril 4, 2008 Isto soo pode ser piada: Posted by panaxginseng under Genéricos   “…Quais foram então as principais decisões e medidas, para além da evolução económ… […]

  14. O LEGADO DE BUSH FOI UM TREMENDO PURGATÓRIO AOS EUA, EM TERMOS DE ECONOMIA.


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