Publicado por: Nuno Gouveia | Abril 23, 2008

Dia bom para Mccain

A vitória de Hillary Clinton ontem na Pennsylvania deve ter sido festejada com champagne nos headquarters de John Mccain. Uma longa campanha democrata é uma benesse que os republicanos certamente bem precisavam este ano.

Não é preciso explicar o contexto destas eleições presidências para os republicanos. Mas, a sete meses das eleições gerais, Mccain tem sérias possibilidades de ser o próximo Presidente dos Estados Unidos. O Senador do Arizona tem estado a cumprir uma digressão improvável para um republicano, e está a promover uma campanha ao centro, com vista apanhar os votos dos independentes e moderados. Até ao momento tem sido eficaz na sua mensagem.

Caso se confirme a nomeação de Obama, como é previsível, Mccain deverá estar a sorrir perante esta possibilidade. O arrastar desta campanha por mais uns tempos criará novas brechas no campo de Obama. Se há dois meses Obama era encarado como o mais perigoso candidato para os republicanos, as fragilidades e erros de Obama, poderá ter clarificado as suas debilidades para as eleições de Novembro. As vitórias de Hillary Clinton em estados como Ohio, Pennsylvania, New Jersey, ou mesmo Michigan e Florida, poderão entregar a maior partes destes votos eleitorais a John Mccain. Obama tem demonstrado dificuldades em penetrar no eleitorado tradicional democrata. Se é verdade que a maior parte destes eleitores que apoiam Hillary irão votar em Obama, também será verdade é que muitos deles poderão acabar nas fileiras de Mccain. A agressividade entre Obama e Clinton poderá afastar muitos votos do nomeado, seja ele qual for. O que as sondagens indicam depois das votações de 4 de Março e ontem, é que os apoiantes de Hillary Clinton são os mais propensos a votar em Mccain.

Olhemos para alguns Swing States em concreto. O Ohio. Nunca nenhum republicano foi eleito presidente sem vencer este estado. Nas últimas eleições, George W. Bush teria sido derrotado, caso não tivesse vencido John Kerry por 100 mil votos. Barack Obama demonstra mais dificuldades que Hillary Clinton contra John Mccain. A Pennsylvania, em princípio, será um caso perdido para Mccain. Mas, se muitos apoiantes de Hillary, como manifestaram ontem as sondagens, virarem as costas ao nomeado republicano, Mccain poderá vencer aqui. A Florida, penso que cairá facilmente para Mccain, caso o seu adversário seja Obama. Poderá mesmo tornar-se num estado não competitivo. Mesmo o Michigan, devido à confusão destas primárias, poderá ser de Mccain, um facto improvável sem estes problemas criados pelos DNC e os responsáveis locais.

A vantagem de Obama em captar novos eleitores, os independentes e mesmo republicanos, poderá ficar ofuscada pela dificuldade em angariar votos em bastiões tradicionalmente democratas. E depois, as últimas acusações que sofreu, de esquerdismo, falta de patriotismo ou elitismo, poderá afastar muitos republicanos que poderiam votar nele. Mccain está a centrar o seu discurso para captar o voto dos democratas conservadores e dos independentes. Obama vai precisar de fazer o mesmo. Esta vai ser uma campanha muito interessante. Mccain vai ser criticado por estar muito à direita e ser mais do mesmo de George W. Bush. Obama será atacado por ser esquerdista e liberal. Ambos vão procurar ganhar o centro político. Quem for mais eficaz na difusão da mensagem será o próximo presidente dos EUA

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