Publicado por: Nuno Gouveia | Abril 23, 2008

E agora?

Hillary Clinton venceu de forma concludente a primária da Pennsylvania. Repetiu-se a história do Ohio, como já tinha alertado ontem. Clinton partiu com uma enorme vantagem nas sondagens, Obama recuperou e a certa altura parecia que poderia ganhar, mas nos últimos dias, Hillary volta a distanciar-se e vence por 10%. Esta vitória, mais que tudo, representa para um fôlego que ela desesperava para poder continuar a sonhar com a nomeação.

Em termos de números, Hillary recupera 14 delegados (dados CNN, mas ainda faltam atribuir 12 delegados) e cerca de 200 mil votos a Obama. Poderá não ser muito significativo, especialmente no caso dos delegados, mas é uma manifestação de força. Mais: apesar de só faltarem 9 eleições até 3 de Junho, Hillary mantém uma réstia de esperança de ainda poder ganhar no voto popular. Para isso acontecer, “apenas” necessita de vitórias esmagadoras em Indiana, Kentucky, Puerto Rico, West Virgínia e Oregon, e perder por poucos na Carolina do Norte e nos outros estados. Em termos de delegados, a sua esperança reside em inverter a tendência dos superdelegados apoiar Obama e começar a receber uma catadupa destes apoios.

A vitória de ontem vai ainda contribuir para o desafogo financeiro da campanha de Hillary, pelo menos até 6 de Maio. Ontem no seu discurso Hillary, tal como alguns dos seus apoiantes em entrevistas, fez referência ao hillaryclinton.com e à necessidade de angariar dinheiro. Na primeira hora, Clinton recebeu a contribuição de 500 mil dólares e é expectável que o fluxo vá continuar nos próximos dias. Apesar destas primárias já terem provado que o dinheiro não é tudo, Clinton vai ter dinheiro para competir com o “milionário” Obama.

O problema de Hillary é que é difícil vislumbrar de que forma ela poderá receber a nomeação. Será ela capaz de ganhar todas as eleições até ao final? Não. Montana, Dakota do Sul, Carolina do Norte, talvez Oregon deverão ser vitórias de Obama. E poderá haver mais vitórias para o seu lado. No final de Junho, em termos de delegados eleitos, a vantagem do Senador do Illinois deverá ser mais ou menos a mesma.

Hillary cometeu muitos erros entre Janeiro e Março, que contribuíram para a sua situação actual. A sua estratégia pós Superterça-feira foi desastrosa, e o seu sonho poderá ter terminado aí. As suas recentes vitórias no Texas, Ohio e Pennsylvania apenas poderão estar a atrasar o inevitável. Claro que o passado recente coloca também imensos problemas a Obama. E isso não deverá sair da cabeça dos Superdelegados ainda indecisos.

Tudo isto que escrevi antes poderá mudar se os delegados da Florida e Michigan entrarem nas contas novamente. (seria um grande escândalo, mas há membros da candidatura de Clinton que ainda sonham com isso).

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Responses

  1. E agora!!!

    E agora, está na hora do Obama ir embora! 🙂

    Agora mais a sério.
    Com estes resultados, os SuperDelegados do DNC (que vão mesmo ter de decidir) estão numa verdadeira encruzilhada. Ou escolhem Obama porque ganhou mais estados e tem mais votos (sem contar com o Michigan e Florida); ou escolhem a Clinton porque ganhou TODOS os grandes e principais estados e tem mais votos (contando com Florida e Michigan). Ninguem sabe quem está em melhores condições de ganhar ao McCain

    A Hillary pode ter uma estratégia de recurso se não for a escolhida. Levar isto o mais longe possível, desgastar o Obama (que nas ultimas semana tem caído na popularidade) e levá-lo a perder contra o McCain. Daqui a 4 anos estaria em posição muito preveligiada para ser o D Sabastião do DNC.

    O Obama está numa posição mais complicada. Não o estou a ver a ganhar a eleição em Novembro por duas razões: Florida e Ohio. Ao perder terá as suas aspirações bastante afectadas para daqui a 4 anos, pois vai ser lembrado como aquele que levou o DNC a uma derrota improvável.

    O melhor estratégia para o DNC era o Obama abdicar e preparar a eleição daqui a 8 anos. Assim ficavam com a Casa Braca durante 16 anos.
    Uma nota adicional nada favorável a Obama. Em Novembro são mais os de Clinton a não votar Obama que o inverso

    Vamos ver!!!

  2. e não esquecer que indiana obama também é favorito, pelo menos assim o dizem as sondagens.
    obama pode perder alguns votos do eleitorado de clinton, mas essa é compensada em muitos votos de pessoas independentes, que nunca votaram, e de muitos republicados(aqueles que se posicionam ao centro) pois estes não gostam de mcain.
    e lanço uma questão que ainda não vi debatida:
    Estando os democratas ainda numa situaçao de incognita, e as sondagens que saem sobre a votaçao final de novembro, em todas as que dão a vitoria a mcain não vão muito mais longe que os 5% sobre os democratas(inclusive obama nestas consegue sp melhores resultados q clinton). Estando os democratas nesta situaçao de impasse não seria de os republicanos terem mais diferença nas sondagens?
    não será isto um sinal claro que os americanos estão a guardar a definiçao p dar o seu voto aos democratas?
    por mais divisão que existe nos democratas, obama é o candidato melhor colocado, e aquele que irá ser nomeado pelos democratas, e vai ser o futuro presidente dos states.
    abraço.

    p.s.venho todos os dias aqui, mas esta é a 1ªvez q opino.

  3. O que se passa com Florida e Michigan é muito delicado para o Partido Democrata.

    O primeiro, principalmente, mas também o segundo, são “battleground/swing states”, o que significa que desempenham uma papel importante nas aspirações Democratas para Novembro.

    Por isso mesmo, o DNC tem que encontrar uma forma de motivar as estruturas estaduais do partido. Ignorar a sua participação na Convenção é um risco demasiado elevado que terá consequências negativas em Novembro, qualquer que seja o nomeado.

    Ou seja, vai ter que ser encontrado um compromisso que deixe as delegações desses dois Estados minimamente satisfeitas.

    O maior beneficiado desse compromisso será Clinton, obviamente. Nesta matéria, a Obama restará forçar um compromisso que minimize as consequências negativas para as suas aspirações.

    É por saber isto que Clinton insiste tanto na questão de Florida e Michigan.

    Abraço,
    João

  4. Se o candidato democrata perder, em Novembro, a Florida e o Ohio, perde as eleições.

    Qual dos dois candidatos poderá vencer um destes dois Estados, mantendo os que foram vencidos por Kerry em 2004?

    RSS

    Miguel Direito

  5. Resposta bastante simples…. HC

    Obama não vence em nenhum desses dois, e na PA tb não creio

  6. Certo!

    Os democratas meteram-se num poço sem fundo, pois se Obama parece inelegível, (é o que parece numa análise Estado a Estado e sociológica, aos grupos sociais) Hillary também tem inúmeros anticorpos!

    Miguel Direito

  7. Ontem na CNN explicaram pq Obama irá perder PA em Novembro.
    A estrutura demográfica dos resultados de ontem para Obama é mto semelhante à do Dukakis nas primárias na altura.
    Dukakis perdeu esse estado para Bush, o que se veio revelar fatal nas contas finais.

  8. E Hillary Clinton também iria perder a Pennsylvania (e provavelmente todos os outros estados) – se HC fosse a escolhida agora (com o voto dos superdelegados, e/ou sentando as delegações da Florida e do Michigan), os eleitores de Obama iriam pensar (ou mesmo gritar) “batota” e provavelmente não iriam votar Democrata.

    Se calhar quem desistiu cedo de mais foi o Edwards.

  9. Edwards que era o meu candidato, conjuntamente com o Joe Biden. Sempre seriam elegíveis, o que me parece importante em Novembro…

  10. Concordo, em parte.

    É preciso não esquecer o seguinte. Grande parte do eleitorado do Obama, são pessoas que nunca votaram ou não têm tradição de votar (eleitorado mais jovem ou independentes). Daí, a ausência desses votos não teria um impacto tão significativo que a ausência dos votos do “nucleo duro” do DNC teria, no caso da ausência da HC.

    É impressão minha, ou está a acontecer uma PSDização do DNC 😉

  11. Vem mesmo a calhar. Retirado do forum do ticker da CNN.

    “Alaska
    Idaho
    Utah
    Wyoming
    North Dakota
    South Dakota
    Nebraska
    Kansas
    Louisiana
    Mississippi
    Alabama
    Georgia
    South Carolina
    ———————-
    All states Obama won to securehi lead that the Republicans win in a general election no matter what. Bank on it.

    Ohio
    PA
    Florida
    ———————–
    Swing states that Democrats MUST win 2 out of 3 of in the general election to have a shot at the White House… Also states Obama has proven he can’t win come November.

    Be careful what you wish for, kids. This guy is winning the nomination on smoke and mirrors (causcuses in red states) and has no chance come November.”

  12. A ideia de fazer equivaler um resultado numa primária a um resultado numa presidencial continua a não me convencer.

    Estamos a assistir a um confronto entre dois democratas, não entre um republicano e um democrata. Estamos a assistir a um confronto entre duas pessoas com divergências minimas, não entre candidatos de campos opostos. No jogo das pequenas diferenças, as divisões ocorrem à minima coisa; no das grandes diferenças, os blocos opostos tendem a ser maiores.

    Sinceramente, não estou a ver o grosso dos apoiantes de Hillary a votarem em McCain quando chegar a altura de escolher entre continuar ou acabar com a guerra no Iraque, continuar ou alterar a política de comércio livre, intervir ou não intevir estatalmente no sistema de saúde, intervir ou não intervir estatalmente na crise do crédito. A maioria dos democratas apoiará um democrata, tal como a maioria dos republicanos apoiará um republicano, mesmo muitos evangélicos que não vão com a cara de McCain. Antes ele do que um democrata, pensarão muitos conservadores. De mal a menos ou um mal menor.

    O que vai fazer a diferença vai ser o centro e os independentes, não o grosso dos votantes leais de cada partido. Até porque McCain terá certamente trará para a sua equipa pessoas mais próximas dos evangélicos, tal como Obama, como nomeado, traria para a sua pessoas da área dos Clinton.

  13. O Héliocoptero tem toda a razão. Estamos numa eleição primária, pelo que é perigoso fazer extrapolações taxativas para a eleição geral. Creio que alguns comentários não tiveram este elemento em conta…

    O sistema americano é muito peculiar e a volatilidade do eleitorado não permite estabelecer conclusões imediatas como algumas pessoas escreveram… Ninguém acredita que Hillary não ganha no Maine só porque Obama venceu a Primária, pois não? E alguém acha que Obama vai perder na Califórnia ou ser esmagado em Nova Iorque…? Com esta linha de raciocínios, McCain é um desastre na Geórgia ou no Arkansas, porque Huckabee também o derrotou nas primárias!

    Uma coisa é sublinhar o impasse que ameaça os Democratas, como o Nuno tem feito. Outra é desvalorizar o que Obama e Clinton têm alcançado nesta campanha: uma mobilização extraordinária, uma angariação de fundos nunca vista e uma campanha com uma intensidade invulgar no âmbito de eleições primárias.

    Ontem votaram na Pensilvânia 2,3 milhões de pessoas… Apenas menos 300 mil votos do que teve George Bush na eleição geral em 2004! E numa primária fechada aos independentes! Encontramos idênticos exemplos na Virgínia, no Ohio, no Texas e um pouco por todo o lado. Menosprezar McCain seria ridículo (é o melhor candidato que os Reps podiam ter escolhido), mas desvalorizar a capacidade de mobilização de Obama ou Hillary é um erro crasso.

  14. Miguel Direito, escreveu “Se o candidato democrata perder, em Novembro, a Florida e o Ohio, perde as eleições”.

    Parece-lhe um dado adquirido? Se os Dems recuperassem o Arkansas, Nevada, Novo México e Iowa, mesmo perdendo esses dois Estados, venceriam. É um cenário perfeitamente possível no caso de uma candidatura de Hillary.

    E mesmo perdendo Ohio e Florida, vencendo Colorado e Virginia (perfeitamente possível com Obama), os Dems também sairiam vencedores.

  15. Acrescento um pequeno detalhe, uma contradição no discurso de Hillary.

    Ao mesmo tempo que defende a sua nomeação com base no argumento da vitória nos grandes Estados e na cativação do eleitorado tradicional democrata, Clinton também diz que, findas as primárias, o partido irá estar unido. Se vai estar unido, pressupõe-se que o grosso do eleitorado democrata votará em Novembro num candidato democrata em vez de se dividir ao longo da linha divisória entre Clinton e Obama. Se assim é, não colhe o argumento de que uma derrota de Obama na primária da Pensilvânia equivale a uma derrota dele no mesmo Estado em Novembro.

    A menos, é claro, que Hillary tenha interesse em ver o partido fraccionado ao ponto de os superdelegados recearem o pior e preferirem jogar pelo seguro: apostar no seu eleitorado tradicional e dar a nomeação a Clinton. O partido até podia ficar unido no final, mas seria com ela como candidata.

  16. Meus caros,

    Que bela e interessante discussão está aqui neste post. Obrigado pela contribuição de todos. Espero que possamos debater desta forma até ao Outono. Esta campanha vai já longa, mas sem nunca perder o interesse.

    Há uma coisa que estamos todos de acordo, pelo menos quem segue atentamente estas eleições: o nome do próximo presidente dos Estados Unidos é ainda uma incógnita. O candidato democrata, seja ele qual for, partirá em vantagem. Mas, John Mccain, que é sem dúvida o melhor candidato que o GOP poderia apresentar, terá uma palavra a dizer.

    Obviamente que esta disputa democrata está a ser prejudicial, mas digamos que no mês de Junho, a contenda está fechada: não será que os Dems vão ter tempo para unir o Partido e os seus apoiantes? Eu respondo: provável, mas… Se for uma eleição muito renhida, como é previsível, se houver pequenas franjas de dems a votarem Mccain, isso poderá fazer toda a diferença…

    Apesar de continuar apostar mais numa vitória de um democrata em Novembro, não ficaria surpreso de uma vitória de um republicano.

    Falando em John Edwards: por esta altura, que diferença faria se ainda estivesse em jogo. E talvez fosse o que mais hipóteses teria em Novembro.. Pelo menos, sempre apareceu com menos anti-corpos que os seus companheiros.. Nunca se saberá…

  17. Concordo com o Hél. e o JGA num ponto: estarão a sobrestimar severamente as hipóteses de uma derrota democrata em Novembro. Um indicador mais importante que as primárias na PA foi outra eleição realizada também ontem, a intercalar no 1º CD do Mississippi. O candidato democrata – mesmo sendo um conservador (muito conservador, mesmo) proteccionista (também muito proteccionista) e populista (idem) – ficou a poucas centenas de votos de vencer na 1ª volta, num distrito com um CPVI de R+10 (o do agora Senador Roger Wicker). É um distrito icónico do Solid South e um resultado destes é elucidativo de que em Novembro se assistirá muito provavelmente a uma very, very, very large tidal wave election. Se a isto juntarmos a derrota de há dois meses no distrito do Dennis Hastert temos indicadores que é bem possível um diferencial de 10 ou 15 pontos a favor dos democratas. O eleitorado está muito permeável ao populismo económico, em particular ao proteccionismo e a marca GOP está mais fraca do que nunca. Independentemente do que digam agora as sondagens – e quando terminarem as primárias democratas dirão outra coisa -, quando os democratas vencem em distritos que o Bush ganhou com 65%, não será surpreendente que os democratas ganhem dezenas de lugares no congresso e a Casa Branca somente com um programa de proteccionismo e populismo (e depois, caso o coloquem em prática, conduzam a América, e o resto do mundo, a uma catástrofe económica, mas isso é outra conversa).

    Não concordo noutro aspecto:

    “A ideia de fazer equivaler um resultado numa primária a um resultado numa presidencial continua a não me convencer.”

    A questão não é exactamente esta. É óbvio que a esmagadora maioria das pessoas que votam numas primárias democratas votarão também no candidato democrata, independentemente do que digam agora. Mas os resultados das primárias são um indicador precioso das forças e fraquezas relativas dos candidatos por outra razão.

    O problema coloca-se nos seguintes termos: se a eleição for renhida (o que, como escrevi acima, não é certo), um candidato democrata terá de vencer no Midwest. Desde a Southern Strategy, nunca um democrata venceu as eleições sem ganhar simultaneamente Ohio, West Virginia, Kentucky, Pennsylvania e Missouri ( o argumento de que podem ganhar noutros estados não é convincente já que se perderem nestes será por não terem conquistado o voto de blocos ideológicos/sociológicos/demográficos que seriam imprescindíveis para vencer nesses outros estados – a hipótese do Obama vencer na Virginia é engraçada, mas a Virginia elege democratas como o Jim Webb, e a última sondagem da SUSA dá uma vantagem de 8 pontos ao McCain sobre Obama, a última da Rasmussem dá uma vantagem de 11 pontos; no Colorado precisa do voto dos latinos e dos blue-collar workers – ou seja, até pode ganhar; não é crível é que ganhe aí se não vencer no Midwest). O problema para o Obama é que o swing vote mais poderoso nestes estados é o equivalente ao que ele tem tido muitas dificuldades em conquistar nas primárias – ontem só conseguiu vencer nos votantes com rendimentos superiores a $150.000 e inferiores a $15.000, foi destroçado nos church goers, nos católicos, etc. Ainda pior, está a perder esse eleitorado para a Hillary Clinton – ver uma Senadora por NY, e logo “esta” Senadora por NY, transformada numa heroína dessa demografia eleitoral é verdadeiramente extraordinário. Ainda se fosse para um candidato fabricado pelo Mudcat Saunders…

    Ou seja, o problema não é conquistar o voto dos eleitores destas demografias que votam democrata e que votaram nestas primárias; mas sim a indicação que ele terá dificuldades em persuadir o mesmo tipo de eleitores que são independentes e que não têm fidelidades partidárias – e isto depois de gastar rios de dinheiro. E sem esses eleitores não terá hipóteses de vencer os estados numas eleições renhidas, porque eles são parte substancial do voto conquistável pelos dois partidos no Midwest. Já com a coligação de voto do Obama não existe esse problema: pretos, os progressistas que guiam Volvos, a trupe das universidades e o resto da canhalha, votarão sempre no candidato democrata.

    É por isso (e por o Obama motivar mais os conservadores) que a Senadora Clinton oferece probabilidades de sucesso muito mais seguras para os democratas. E nem há um superdelegado que pense o contrário, mesmo que, obviamente, não o digam. No entanto as hipóteses de um democrata, seja ele qual for, vencer as presidenciais são tão altas que eles não se atreverão a escolher a Clinton apenas com base neste argumento – o incentivo não é suficiente.

  18. Grandes posts!

    Concordo com este post de HO.
    Era isto que eu queria dizer quando disse, de forma provocatoriamente taxativa e redutora, que nenhum democrata ganha em Novembro se perder o Ohio, a Florida e o Michigan.

    A conclusão do Nuno Gouveia é um excelente resumo desta discussão.

    Cada vez acredito mais que um Edwards populista e “basista” venceria em Novembro.


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