Publicado por: Nuno Gouveia | Abril 23, 2008

Vencedores da noite

Falta saber os números, mas parece óbvio que Hillary Clinton terá ganho com alguma vantagem. A competição vai prosseguir no campo democrata. A luta pela nomeação vai transferir-se para Indiana, onde Hillary vai precisar de vencer. No mesmo dia, Barack Obama deverá ganhar facilmente a Carolina do Norte.

John Mccain é também um dos vencedores da noite. Quanto mais tempo durar a contenda pela nomeação do Partido Democrata, mais aumentam as suas possibilidades de vitória em Novembro.

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Responses

  1. Olá Nuno, estou a seguir esta eleição pelo seu blogue e também pela CNN e pela Net; é um prazer ter “companhia” (mesmo que virtual) nestas noites eleitorais.

    Tenho algumas dúvidas que Hillary possa cantar vitória, sobretudo se se mantiver esta diferença de 6%. Que vantagem pobre, se considerarmos todos os elementos políticos e eleitorais… Um Estado com uma demografia ultra-favorável, depois de duas semanas horrendas de Obama (polémicas, péssimo no debate, já para não falar do “escândalo Wright”, há mais de um mês), depois de gozar de vantagens nas sondagens superiores a 20%…

    Ganhar por 6% significa (quase) zero na luta por delegados e já só faltam nove eleições… Continuo a achar que a perseverança de Hillary a vai manter na campanha, mas penso que a nomeação só será possível com um cataclismo político. Abraço!

  2. Boa Noite

    Caro José Gomes André,

    Eu concordo com a base dos seus argumentos..

    Mas será uma vitória, que lhe dará para continuar mais umas semanas. Pelo menos até tentar vencer no estado do Indiana. E caso vença aí, mesmo que perca a Carolina do Norte, lutar pela vitória no Kentucky e West Virgínia, e continuar a esperar pelo tal milagre.

    E outra coisa que será dito pela campanha de Clinton: Obama gastou de 3-1 neste estado e não conseguiu vencer. E vai manter-se o argumento dos estados populosos… Mas isso já será o spin de Clinton a funcionar….

    Claro que vai dar para continuar, apesar da sua vitória de hoje significar quase zero para o que interessa: contagem de delegados…

    Acho que estamos em sintonia…

    Abraço…

  3. Acrescento apenas duas coisas ao que já disse o José:

    Se a margem se mantiver à volta dos 5%, o argumento «ele investiu mais e mesmo assim perdeu» vai perder força diante do «ela tinha tudo para ganhar em grande e não conseguiu» e vai ser interessante ver as consequências disso nas finanças na campanha de Hillary que, disse-se na CNN, estará já com dívidas.

    Tenho poucas dúvidas que mesmo que Hillary perdesse – em cujo caso nunca seria por muito – que ela iria por diante, ou por ter os olhos postos no Michigan e Florida, ou por estar à espera que Obama cometa um erro fatal. E, diga-se de passagem, ele tem dado o seu contributo para alimentar as esperanças dela: cada gaffe ou falha dele equivale a um «e se…» a ecoar na cabeça de Hillary.

    On a side note, se nas próximas semanas Obama conseguisse a nomeação graças a uma magra vantagem em superdelegados, não sei se mesmo assim Hillary iria desistir: se o Michigan e a Florida voltarem a entrar na corrida, isso não iria aumentar o número mínimo de delegados necessários para ganhar a nomeação?

  4. O Michigan e a Florida continuam na jogada….

    Um bom argumento para Hillary não desistir. Sem dúvida..

    Mas será que isso não seria uma verdadeira “chapelada” nestas primárias?

    Mas tem toda a lógica no que diz…

  5. De facto estamos em sintonia… Se bem se recorda, eu escrevi aqui há pouco tempo que acho que Hillary se vai manter até ao fim. Se o fim é Junho ou Agosto, tenho mais dúvidas (depende de alguns resultados e de eventuais apoios de superdelegados), mas é óbvio que ela vai esperar por essa escorregadela fatal.

    E registe-se: tem toda a legitimidade para o fazer. Uma campanha medíocre não apaga as vitórias em grandes Estados (CA, NY, NJ, OH, PA, TX). O problema de tudo isto é a existência de uma espécie de “garantia matemática” que favorece Obama. E para os observadores políticos (nos quais modestamente me incluo), é difícil descrever uma via “política” que possa conduzir ao triunfo de Hillary…

    Todas as contas, todos os cenários – que não o da “catástrofe mediática” – mostram que Obama vai ser o nomeado. Acaba por ser uma estranha disputa: uma enorme indefinição, um grande impasse, mas ao mesmo tempo, o bom-senso matemático diz-nos que tudo está decidido. De facto, nunca vi nada assim numa eleição…

  6. No fundo, se o sistema de aferição de resultados nas primárias democratas fosse o mesmo das republicanas, já a contenda poderia estar resolvida.

    O sistema proporcional puro tem destas coisas.

    Miguel Direito


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