Publicado por: Nuno Gouveia | Abril 24, 2008

Será honesto dizer isto?

“I’m very proud that as of today, I have received more votes by the people who have voted than anyone else,”

Hillary Clinton

Hillary Clinton já está a dizer que vai à frente do voto popular. Ora, se contarmos com os votos do Michigan (Obama nem sequer constou do boletim de voto) e da Florida (ambos os candidatos não fizeram campanha no estado, apesar de Hillary Clinton ter realizado sessões de angariação de fundos), isto é verdade. Mas será que é honesto afirmar isto, quando essas primárias foram verdadeiros concursos de beleza?

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Responses

  1. Vem ao encontro disto

    http://online.wsj.com/article/SB120900311206240473.html?mod=googlenews_wsj

  2. Esta frase é simplesmente grotesca e cobre de ridículo a senadora… Podemos discutir se o DNC tomou a atitude correcta quando decidiu penalizar o Michigan e a Florida da maneira que o fez. Mas a partir do momento em que os candidatos aceitaram as penalizações e agiram de acordo com as mesmas, a situação política ficou moralmente decidida.

    É simplesmente patético que Hillary se refira ao triunfo da Florida (onde Obama não fez campanha). E é ultrajante que contabilize a eleição estalinista do Michigan, onde não só Obama não fez campanha, como nem sequer constava do boletim de voto!! Como é que uma dita “Democrata” pode aceitar que se tenha em conta uma vitória quando o seu nome era o único que figurava nos boletins? Como?

    Já disse aqui que Hillary tem toda a legitimidade para continuar na corrida. Venceu Estados importantes, conquistou quase 1600 delegados, e ainda faltam disputar 400 delegados nas primárias e convencer 300 superdelegados.

    Agora estas tácticas são reprováveis, e revelam tudo o que há de pior em Hillary, explicando de forma soberba porque gerou tantos anticorpos na América. Oportunista, cínica, com uma voraz ambição de poder e, pior do que tudo, na minha opinião, uma incrível desonestidade intelectual.

  3. A questão de Hillary passa pela eleição de Novembro. Toda a gente é unanime em considerar que Obama perde Florida para McCain e que tem o Michigan em risco, tudo isto devido à desastrosa decisão do partido Democrata em não contar com os delegados eleitos por estes dois estados. Hillary fez campanha e apareceu nos boletins de voto de ambos pois achava que a nomeação era um passeio (erro táctico por todos referido) e estava a pensar já na eleição de Novembro.

    Com toda direcção do partido Democrata a querer que isto se decida, com a vantaem de Obama, com a análise de 90% (para ser simpático) dos comentadores políticos a dizerem que a vantagem de Obama é mais que suficiente para ser o nomeado, os cerca de 300 superdelegados que estão indecisos (ou não anunciaram o apoio) estão-no just because?

  4. (faltou uma coisa) Claro que é extremamente curioso que agora sejam esses dois estados que mantêm Hillary na corrida… Se porventura ela for a nomeada, o que poderá dizer a campanha Republicana nesses estados em relação a Hillary?

    Já em relação a Obama…

  5. Honesto não é, mas o que seria honesto na política?
    Essa campanha democrata já virou uma verdadeira guerra e já diz aquele ditado: no amor e na guerra vale-se tudo.O que vimos de grotesco e pesado até agora, será mil vezes pioror quando formos para a eleição geral.

  6. O grande problema de Hillary é que “acordou” tarde de mais para esta campanha. Como diz o Rui Pedro Nascimento, Hillary pensava que estas primárias seriam favas contadas, e ao aparecer no Michigan, e fazer duas sessões de angariação de fundos na Florida estaria já a pensar em Novembro.
    Coloco este cenário, que me parece imprevisível: Hillary é a nomeada com os votos dos delegados da Florida e Michigan. Será que ela teria condições para unir o Partido Democrata? Mais. Será que certos grupos de apoiantes de Obama, especialmente, os Afro-Americanos, estariam mobilizados para Novembro? Aí é que Mccain teria a vida muito facilidade.

  7. Não creio que a sociedade norte-americana, aceite isso como ” regra aceitável ” do jogo democrático.

  8. No dia 22 também se realizaram primárias republicanas. E Mccain teve 73%.

    Mas Ron Paul teve 16% e o candidato desistente Huckabee 11%.

    27% dos republicanos ainda não vão na conversa de Mccain

  9. Pois Gabriel,

    Isso demonstra que Mccain não é o candidato consensual do GOP. Com as suas características, dificilmente o seria. Mas não penso que isso quererá dizer muito. Como disse o Miguel Madeira num comentário recente, George W. Bush teve 60& na Pennsylvania em 2000, quando também já tinha a nomeação garantida..

    Por outro lado, estes resultados dizem também que Ron Paul consegue manter uma base fiel de apoiantes no GOP. Numas eleições renhidas, Mccain vai precisar do apoio dos libertários. Não sei se o conseguirá. É provável que estes votos vão parar ao candidato libertário, que poderá ser Bob Barr, antigo congressista republicano e que se está a candidatar à nomeação do Partido Libertário.

  10. Tecnicamente, é verdade; politicamente, é enganoso. Não tendo o seu oponente qualquer autoridade para a criticar neste aspecto – afinal trata-se de alguém que assume compromissos por escrito para os repudiar meses depois – não creio que corra grandes riscos. Como tinha dito, ela deveria insistir neste assunto – frisando que não se realizaram novas eleições devido aos obstáculos criados pela campanha de Obama, e na recusa dele em realizar novos debates. Reforçar que o voto popular é uma métrica importante para a decisão dos superdelegados e que Obama perderia grande parte da sua vantagem caso os estados da Florida e do Michigan fossem incluídos na contagem não a prejudica.

    Já agora, ambos os candidatos realizaram eventos de angariação de fundos na Florida, não apenas a Senadora Clinton. Fizeram exactamente a mesma coisa. Aliás, se houve alguém a fazer campanha foi o Obama, que comprou anúncios televisivos que foram transmitidos na Florida.

  11. “Como disse o Miguel Madeira num comentário recente, George W. Bush teve 60& na Pennsylvania em 2000, quando também já tinha a nomeação garantida..”

    Não creio que tenham sido 60%, terá sido um resultado mais próximo daquele que o Senador McCain obteve este ano. Se não me falha a memória o Senador atingiu em 2000 cerca de 23/24% dos votos na PA e duvido que algum dos restantes candidatos ainda no boletim tenham ultrapassado o 1%.

    E os libertários norte-americanos não merecem ser confundidos com a campanha e eleitores do Ron Paul. A facção saudável do movimento libertário votará em McCain – não num proteccionista e anti-federalista como o Parr -, a outra – com que Ron Paul se rodeou – há muito que não vota no GOP, nunca votaria em McCain – como não votou em Reagan -, e esperemos que nunca tenha razões para votar num candidato presidencial do GOP. Isso seria trair o legado de Goldwater, Buckley e Russell Kirk (e do próprio Reagan), que há mais de 4 décadas tudo fizeram para separar as águas.


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