Publicado por: Nuno Gouveia | Maio 19, 2008

A Excepção de John Mccain

William Kristol é Editor da influente revista conservadora Weekly Standard, e uma das mais conceituadas vozes da direita americana. Em 2000 apoiou John Mccain na corrida presidencial, tendo também ficado conhecido pelo seu papel no movimento neoconservador de apoio à política externa de George W. Bush. Hoje em dia é também colunista no liberal New York Times, onde escreve todas as segundas-feiras.

Hoje escreve um artigo onde fala na excepção John Mccain, uma ideia que tenho vindo a defender neste blogue. Não fosse Mccain o candidato republicano para Novembro, e esta eleição seria um conto de fadas para os democratas. Continua a ser provável uma derrota do candidato republicano, mas não é inevitável, como o seria se o ticket fosse liderado por qualquer outro.

Os republicanos têm vindo a perder eleições intercalares em todo o lado, mesmo em bastiões onde detinham os lugares desde há mais de trinta anos. A brand GOP está completamente ultrapassada nos Estados Unidos. Apesar disso, John Mccain continua a mostrar-se competitivo nas sondagens contra os seus adversários democratas. A dificuldade que o candidato democrata, Barack Obama, demonstra em certos segmentos da população, pode ser uma benesse para Mccain vencer em Novembro.

Kristol defende três ideias fundamentais para este clima de excepção que Mccain parece viver. Em primeiro lugar, Obama continua a demonstrar uma enorme fragilidade em conquistar certos segmentos da população. Enquanto um candidato republicano ao congresso perdia num distrito que W. Bush venceu por mais de 25% em 2004, Obama era esmagado na West Virgínia por 41%. Kristol defende ainda a importância da nomeação de juízes para o Supremo Tribunal. Mccain defende que os juízes não devem ser executores de políticas, enquanto Obama o defende. Isto tudo por causa da legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Apesar de Mccain ter uma posição mais liberal sobre esta matéria, defende que não devem ser os juízes a fazer a lei. E irá nomear quem tiver essa interpretação do papel de Juiz do Supremo Tribunal. Por fim, Kristol defende a política externa de Obama, que é ingénua ao pretender negociar com terroristas como o Hamas ou países párias como Irão ou Coreia do Norte, sem pré condições.

Kristol defende que nem sempre os candidatos presidenciais republicanos perdem quando o partido é derrotado. Entre 1968 e 1988, os republicanos nunca estiveram com o controlo do Congresso, mas ganharam facilmente eleições em 1972, 1980, 1984 e 1988. E só perderam em 1976. O que quer dizer que Kristol acredita que poderá voltar-se a este modelo. Tenho dúvidas na argumentação do editor da Weekly Standard. Apesar de acreditar que Mccain poderá vencer, as coisas não serão fáceis. E nem não lineares assim.

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