Publicado por: Nuno Gouveia | Junho 2, 2008

O fim aproxima-se…

Surgem sinais nos Estados Unidos que Hillary Rodman Clinton poderá estar de saída desta corrida. Apesar ainda ontem ter demonstrado que pretende continuar a lutar pela nomeação democrata, há indícios que tal poderá não ocorrer.

A CNN informa que a maioria dos 17 senadores democratas, que ainda estão “uncommitted”, vão declarar esta semana o seu apoio a Barack Obama. Gloria Borger, analista política da televisão americana, disse que estes senadores vão esperar pelas últimas primárias, que se vão realizar amanhã, para se colocarem ao lado de Obama. Ao que parece, as negociações estão a ser conduzidas pelo senador do Illinois Dick Durbin, o antigo senador Tom Daschle e pelo senador do Iowa, Tom Harkin. A única certeza é que o Líder Democrata no Senado, Harry Reid, vai permanecer neutro até Hillary Clinton desistir. Por outro lado, tem surgido insistentes notícias que indicam que alguns Superdelegados, que tinham declarado o apoio a Hillary Clinton, estão prestes a mudar o seu sentido de voto.

Um dos apoiantes mais importantes da Senadora da Nova Iorque, o antigo governador do Iowa, Tom Vilsak, disse ontem que é tempo de Hillary Clinton “reconhecer que perdeu a tentativa de obter a nomeação democrata”. Vilsak disse à Associated Press que é “óbvio que o senador Obama vai ser o nomeado”. Defendeu ainda que depois de terça-feira, “ela deve perceber isso e colocar-se ao lado dele”.

O próprio Bill Clinton evidenciou sinais de derrota, ao afirmar no Dakota do Sul que “hoje pode ser o último dia em que estou envolvido numa campanha como esta”. Nas primárias de amanhã, são esperadas vitórias confortáveis de Barack Obama. O antigo presidente disse ainda que “ pensava que estava fora da política até Hillary ter decidido candidatar-se”, mas que tinha sido uma das maiores honras da sua vida “ fazer esta campanha ao lado dela”. Estas declarações já soam a derrota, pois muitos acreditam que o staff de Hillary Clinton vive um período de negação.


Responses

  1. Caro Nuno,

    Cada vez mais a minha convicção de que Obama foi levado ao colo pelos “media” se consolida, e que Hillary seria a candidata melhor preparada para os difíceis tempos que se avizinham e adivinham.

    Os EU, aperceberam-se num tempo histórico, que não eram bem amados pelos resto do Mundo Ocidental. Logo, o seu insaciável e imenso “Ego” de Super-potência, que o é efectivamente, tratou de analisar o problema e de o contornar…e que forma mais eficaz do que utilizar as armas que que o EU melhor sabem fazer, como país mundialmente mais Liberal e economicista – utilizar a Propanganda, vender um “produto”?…

    Um “produto” ainda mais irreverente do que ter como candidata uma Mulher, eficiente, mas malogradamente colada aos Poderes instituídos… e ao arrepio do forte e por vezes feroz conservadorismo…um candidato Negro, embora suficientemente Branco, bem parecido, eloquente…Uau… assim se criam as tais personagens “Carismáticas”…ainda que a sua competência possa ser menos conhecida (atenção , não disse reconhecida…).

    O fenómeno é compreensível e diz muito da capacidade de um Povo não se conformar, mas até que ponto , hoje em dia, é necessário estar-se alerta das ciladas e desafios que a própria Democracia se nos coloca?

    Lamento dizer, (e nisto num aparte) que em Portugal seria muito difícil ver nascer quanto mais crescer um tal fenómeno, tão somente pela APATIA E CINZENTISMO e falta de IRREVERÊNCIA do Povo Português…e a Irreverência de um Povo e sua capacidade de inconformismo é também um exercício de Cultura,(embora essa irreverência possa muitas vezes
    ser manipulada e empolada pelos “media”de uma forma “agressiva”).

    Cumprimentos

  2. Maria,

    Sobre a suposta ideia que Barack Obama foi levado pelos media. Talvez, talvez. Mas recordo apenas que em 2004, John Kerry também teve todo o apoio dos media e foi derrotado por George W. Bush. Barack Obama tem muito crédito, na forma como construiu a sua campanha, na medida em que criou condições fantásticas para ganhar a nomeação. Obteve contribuições financeiras de mais de 1,5 milhões de pessoas, teve centenas de milhares de voluntários e criou um enorme ‘buzz’ à volta da sua candidatura.
    Barack Obama fez uma campanha notável e a verdade é que Hillary Clinton cometeu demasiados erros no mês de Fevereiro, e teve uns meses terríveis (Dezembro e Janeiro), que deitaram tudo a perder. Se ela se tivesse comportado sempre como no mês de Março e Abril, talvez o resultado tivesse sido outro. Mas a verdade é que perdeu as primárias, e teve responsabilidades nessa derrota. Eu acompanho esta campanha regularmente há mais de um ano, e a verdade é que a HRC dos últimos tempos não é a mesma dos primeiros meses. A arrogância, a frieza foi a tónica dominante. Um robot dificilmente ganha eleições, com bem se viu com Al Gore em 2000. As pessoas gostam de votar em alguém de quem gostam e que se identificam. HRC durante grande parte da campanha nunca foi essa pessoa. Apenas renasceu quando já estava em grande desvantagem. E depois, os erros de campanha brutais que foram cometidos, nomeadamente ter desistido das primárias do mês de Fevereiro, bem como de quase todos os estados que tiveram caucuses. HRC pode-se queixar de incompetência da sua candidatura, que teve mudar a meio dos dois principais responsáveis.

    E mais uma observação. John Mccain não é um republicano qualquer. Uma eleição geral com ele no ticket do GOP seria sempre disputada. Não sei o que se vai passar até Novembro, mas continuo a acreditar que será uma eleição bastante renhida, e que será difícil adivinhar o nome do vencedor. Se a nomeada democrata fosse HRC, continuaria a defender o mesmo. Há uma coisa que as pessoas se esquecem. Neste momento, HRC já não é alvo dos ataques do GOP. Há quase dois meses que os republicanos se concentram em atacar Obama, sendo normal que a sua popularidade desça ligeiramente.

    Em relação ao comentário sobre Portugal, concordo em absoluto. Somos um povo demasiado conformista e situacionista, para criarmos movimentos de renovação democrática. Portugal, como sempre, desde o Estado Novo, continua a viver para as trivialidades que menos interessam, A histeria sobre a selecção nacional é bem prova disso. Infelizmente.

  3. Caro Nuno,

    Concordo consigo, quanto à calamitosa inabilidade da campanha de Hillary, erros de quem tem alguma arrogância e o fatal erro de
    substimar o “inimigo”, ainda assim, lamento porque sinceramente a considero mais consistente nas propostas apresentadas e mais forte versus Mccain.

    Concordo e muito que Mccain não é um Republicano qualquer, mesmo “sui generis” e… sim, a eleição sugere comedimento quanto a previsões.

    Nem me fale da seleccção…e das bandeirinhas à janela…lá está, a atitude dos “media” bem burgessa…aproveitando-se e alienando quem pouca Cultura tem e o vazio de soluções que o País apresenta. Ah! E Eu ADORO futebol,
    é verdade…heranças familiares – Leões…

    Saudações

  4. Eu também adoro futebol,

    Mas sou mais adepto das águias…


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