Publicado por: Nuno Gouveia | Junho 19, 2008

Quase metade dos americanos segue campanha online

Esta foi a conclusão de um estudo da Pew Internet & American Life Project sobre a Internet e as Eleições americanas de 2008 (pode ser descarregado na totalidade em pdf). Esta investigação foi conduzida entre 8 de Abril e 11 de Maio de 2008, com 2251 entrevistas a maiores de idade.

Um número recorde de 46% dos americanos inquiridos afirmaram que usaram a Internet, email ou sms de telemóvel para se informarem sobre a campanha, partilhar opiniões e mobilizar outros cidadãos. 40% fizeram-no somente através da Internet. E são os apoiantes de Barack Obama que mais uso dão às novas tecnologias.

Os números aumentam relativamente a 2004, mas, pelo menos para mim, não de forma tão surpreendente. Por esta altura, 31% da totalidade dos americanos diziam seguir a campanha pela Internet, enquanto este ano esse valor apenas subiu 9%. Se contabilizarmos somente os utilizadores de Internet, em 2004 esse número atingia os 49%, enquanto este ano apenas sobe até as 55%. Parece-me que era de esperar um aumento maior no uso da Internet por parte dos cidadãos. Claro que estamos a falar de uma sociedade onde uma parte significativa da população está alheada do processo político, e também onde os mais idosos, que são uma fatia fundamental do eleitorado, pouco acedem à rede.

Mas outras valências ganharam preponderância este ano. As actividades online dos americanos aumentaram bastante, com 35% a dizerem que viram vídeos online, um número que triplica em relação a 2004, no mesmo estudo conduzido nessa campanha. O papel das redes sociais expandiu-se, com 10% dos inquiridos a afirmarem que usam sites como o Facebook ou o Myspace para receberem informação ou envolverem-se na campanha. Estes sites são extremamente populares entre os mais jovens, pois cerca de 2/3 dos utilizadores de Internet com menos de 30 anos tem um “perfil” online e metade destes usam estes sites para recolher ou partilhar informação sobre política. Um aspecto curioso é que 6% dos americanos já contribuíram na Internet, em contraste com os 2% na campanha inteira de 2004.

Outro dado relevante do estudo é a procura que existe sobre os dados fornecidos pelos candidatos. Cerca de 39% dos utilizadores de Internet acedeu a informações proporcionadas pelos candidatos, como vídeos de debates, comícios, ou anúncios, ou também posições sobre os diferentes temas e transcrições de discursos. Estes números explicam a importância de um website nesta período eleitoral.

Mais dados deste estudo:

– 11% dos americanos contribuíram para a discussão política, enviando ou escrevendo comentários sobre a campanha;

– 5% colocaram comentários ou análises em blogues ou sites;

– 6% já doaram dinheiro online para um candidato ou campanha;

– 12% dos eleitores com menos de 30 anos escreveram comentários em fóruns, sites ou blogues;

– 74% dos apoiantes de Obama receberam informações online do candidato, contra apenas 57% de Hillary Clinton;

– Entre os apoiantes de Barack Obama, 65% estão disponíveis para receber informação online, em contraste com os 56% de John Mccain;

– Os apoiantes de Obama utilizam ultrapassam largamente o aproveitamento do vídeo online, das redes sociais e outras actividades de campanha;

Este estudo contribui imenso para explicar as preocupações que devem ocupar a mente dos estrategas republicanos. Barack Obama é nitidamente o campeão online destas eleições.

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