Publicado por: Nuno Gouveia | Julho 30, 2008

O passado recente…

Ainda ontem discutíamos no blogue sobre o passado recente, nomeadamente sobre as sondagens no mês de Julho noutras eleições presidenciais. Bem a propósito, encontrei um artigo de Steve Lombardo, em que o pollster republicano aborda este tema.

Lombardo defende que esta eleição será um referendo, não às políticas de George W. Bush, mas sim a Barack Obama. Sim, porque em condições normais, um democrata venceria facilmente esta eleição. A lógica é: se esta eleição for sobre Mccain/Bush, temos vencedor, se concentrar-se em Obama, então Mccain tem uma hipótese. Não é descabido de todo e tem a sua lógica.

Mas foi a explicação histórica que mais me chamou a atenção. Analisando a história entre 1988 e 204, Lombardo explica-nos que os candidatos tendem a estar sub-avaliados nas sondagens em Julho. E aqui está o facto mais revelador: o candidato republicano habitualmente está atrás do democrata, e nessas vezes, costuma ganhar mais pontos que o candidato democrata.

Vejamos o exemplo de 1996. Por esta altura, Bob Dole tinha 28% e Bill Clinton cerca de 58%. O resultado final acabou por ser 49% para Clinton e 41% para Dole. Em 2004, em Julho, Bush tinha 41% e acabou por obter 51%, enquanto Kerry tinha 46% e teve 48%.

Lombardo defende que os republicanos tendem a ganhar mais apoio do público depois das férias. Não há duas eleições iguais, mas a campanha de Barack Obama não pode estar muito confiante com a vantagem que detém. A história também serve para retirar ilações. E aprender com os erros dos outros.

Adenda:

É relevante referir que as sondagens indicadas neste quadro não representam uma média ponderada entre os diversos institutos, à excepção deste ano. O que significa que poderia haver sondagens de diferentes empresas com números discrepantes. Mas parece-me que temos aqui um quadro mais ou menos fidedigno dos ciclos eleitorais anteriores.

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Responses

  1. Um insight interessante.
    Hoje as expectativas dos eleitores Americanos estão numa trajectória francamente negativa, onerada ainda pelo facto de que as suas férias não foram ( ou serão) condignamente bem passadas, dado o aumento dos preços dos combustíveis.
    Tais factores poderão alterar substancialmente os resultados finais dessas eleições (Presidente, Senadores e Governadores), obviamente.


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