Publicado por: Nuno Gouveia | Agosto 12, 2008

“Campanha negativa é eficaz”

Mark Penn foi o chief strategist de Hillary Clinton, e defendeu, sem sucesso, que fosse colocada em prática uma campanha agressiva contra Barack Obama durante as primárias. No dia em que Joshua Green publicou um extenso artigo na The Atlantic sobre a tentativa falhada de Hillary obter a nomeação democrata, e onde se entende que as dissonâncias internas, em termos estratégicos, foram fundamentais para a derrota da antiga primeira-dama, Mark Penn volta à carga.

Num artigo escrito no Politico, o CEO da Burson-Marsteller, defende que a campanha negativa é eficiente e elogia o recente anúncio de John Mccain “Celeb”. Apesar de poder ser mal recebido pelos media, pelos activistas e mesmo pelos eleitores, este tipo de anúncios pode ser eficaz, se conseguir criar uma percepção negativa dos adversários. Dá vários exemplos da história onde candidatos alcançaram sucessos, como Johnson em 1964, os anúncios negativos de 1996 contra Bob Dole ou o recente “3 a.m.”, de Hillary Clinton, antes das primárias do Texas e Ohio. A recente comparação de Barack Obama a estrelas fúteis e inúteis, como Paris Hilton e Britney Spears, jogou a favor de Mccain, e Obama não respondeu de forma eficaz. Mark Penn profetiza ainda que nesta campanha ainda vamos assistir a uma agressiva campanha negativa de ambos os lados.

Este artigo não surge por acaso neste dia, e é a forma de Penn reafirmar que Hillary Clinton poderia ter derrotado Barack Obama, se tivesse aprovado a sua estratégia negativa. Ou seja, se HRC perdeu, a culpa não foi dele. Uma das estratégias eu Penn defendeu foi “atacar” as raízes não americanas de Obama, algo que teria sido muito polémico. O jogo dos “ses” ainda está a começar, mas o conceituado estratega está na ofensiva.

Este buzz mediático em redor dos falhanços da candidatura de Hillary Clinton não será muito positivo para Obama, numa altura em que o Partido Democrata precisa de união.

A frase mais polémica de um memorando interno de Mark Penn, datado de Março de 2007: “His roots to basic American values and culture are at best limited. I cannot imagine America electing a president during a time of war who is not at his center fundamentally American in his thinking and in his values”.

Foto retirada daqui

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Responses

  1. Ou as ” roots to basic American values” adaptam-se aos novos ventos ou as mesmas serão ultrapassadas definitivamente pelas novas dinâmicas de mudanças tranformadoras positivas que têm vindo a formatar ou a configurar a nova vida Americana.
    Acabou-se a escravatura, as mulheres podem votar, proliferam alguns governadores não-white, entre outras dinâmicas.


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