Publicado por: Nuno Gouveia | Setembro 1, 2008

O GOP também tem estrelas

Ao entrar há pouco no Xcel Energy Center deparei-me com duas estrelas de Hollywood. Em primeiro lugar, à espera para entrar estava o actor Robert Davi, que devem reconhecer de alguns papéis de vilão que fez em vários filmes. E estava à conversa com o Senador do Minnesota, Norm Coleman. E ele estava precisamente a dizer que a sua espera iria ser comentada na blogosfera. Talvez não adivinhasse que seria em Portugal.

Pouco depois de entrar um vulto alto, ao passar por mim, dirigiu-me a mão. Jon Voight, uma das poucas estrelas de Hollywood republicanas, cumprimentou-me. Tenho pena de não ter registado o momento fotograficamente. Mas ficou o aperto de mão ao pai da Angelina Jolie. Agora vou ver uma manifestação que está a acontecer nas ruas de St. Paul.


Responses

  1. A filha de Sarah Palin está grávida. De cinco meses. O facto, em si, é irrelevante. O que não será irrelevante foi a candidatura de McCain não o ter revelado no dia da apresentação da governadora do Alaska. Ou não sabiam ou deixaram o flanco aberto para ataques. As duas opções são péssimas, pelo que cada qual que escolha a que bem entender.

    “Sen. John McCain knew. A few members of his senior staff knew. Most members of his senior staff did not know. Palin’s spokesman in Alaska did not know. Palin’s campaign-appointed spokesman did not know. McCain staffers — at different levels of the campaign — are a bit stunned.”

    http://marcambinder.theatlantic.com/archives/2008/09/bristols_revelation.php

    Este processo da escolha de Palin foi conduzido de uma maneira precipitada e leviana de bradar aos céus. Como se de um jogo sem consequências isto se tratasse. McCain encontrou-se pessoalmente com Palin duas, no máximo três vezes, o próprio o admitiu. O processo de veto foi feito às três pancadas, a todas as horas se descobrem novidades sobre Palin. E o anúncio está fresco, Palin ainda não abriu a boca para falar sobre política externa ou economia ou seja o for.

    Pode esta aposta cega resultar na condução de McCain até à Casa Branca? Pode. De forma milagrosa, mas pode. Como em igual proporção pode ser um suicídio de candidatura. Isto é voar às cegas, como escreve o Andrew Sullivan. John McCain não fica nada bem nesta fotografia.

  2. Caro Filipe Costa. Sem dúvida que foi uma aposta arriscada. Mas por enquanto está a correr bem. E não me parece que a gravidez da filha vá afectar a corrida.

    Claro que se cometer gaffes, ou erros gravíssimos, a campanha de Mccain pode desabar. Sobre o processo, não foi o mais claro e convencional, mas vindo de Mccain não posso ficar admirado.

  3. Caro Nuno,

    O pior da gravidez da filha de Sarah Palin é a avó. Uma mulher que se opõe a qualquer tipo de educação sexual nas escolas manifestamente não o conseguiu fazer na família: e tem uma filha adolescente mãe solteira. O que não seria motivo de anátema. Se não fosse o ultramontanismo de Palin, manifesto também na substituição do evolucionismo pelo creacionismo nos curriculum escolares e na fabulosa proibição do aborto em caso de violação ou incesto.
    Dizem que a pequena se vai casar com o pai da criança. Mas a minha dúvida é qual a posição dos evangélicos sobre pre-marital sex?
    Já ouvi um evangélico dizer que isto é bom para a campanha porque reforça a escolha pela vida na família Palin. Não está em causa. Não me passou pela cabeça que a pequena devesse abortar. Mas será que os evangélicos vislumbram alguma coisa de mau em Palin?
    Carlos Santos

  4. “Sobre o processo, não foi o mais claro e convencional, mas vindo de Mccain não posso ficar admirado.”

    Eu confesso que fico, Nuno. Às tantas parece-me que Obama é o candidato experiente, ponderado, equilibrado, e McCain é o candidato do risco, da precipitação, das tomadas de decisão por impulso.

    Sabe-se que a equipa nomeada por Obama demorou meses no tal processo de veto até à escolha de Biden. Já McCain, na sua mais importante decisão até à data, opta por Palin alicerçado em quê? Em três encontros fugazes com a governadora do Alaska e na boa impressão. Fico admirado, confesso que fico.

    Sei do carácter independente de McCain, mas isto é outra coisa. Vice-presidente dos Estados Unidos não é cargo que se ganhe por três encontros e na boa impressão. Não é de candidato ponderado, dá sinais de candidato intempestivo, tão só.

    Escuto a emissão da CNN e só oiço conversas sobre o que rodeia Palin e pouco sobre a convenção. É bom para McCain? Não creio.

    E muito admirado fico se o resto desta semana não for pródigo em mais notícias sobre a vida de Palin. O caso da gravidez, para mim, será irrelevante para Palin e McCain e sairá de cena em breve. Já o Troopergate será seguramente mais sério.

    É de ouvir a resposta de Obama sobre a gravidez da filha de Palin. Podia ter ficado calado e deixar correr o caso. Fica-lhe bem.

    Nova sondagem da CBS / NYT: oito pontos de vantagem para Obama / Biden.

    Um abraço e boa convenção,
    Filipe


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