Publicado por: Nuno Gouveia | Outubro 2, 2008

The Bradley Effect

Numa época em que Barack Obama é o claro frontrunner nestas eleições, interessa falar do efeito Bradley. Já várias vezes abordei aqui esta temática, mas para resumir: Em 1982 o antigo Mayor de Los Angeles liderava confortavelmente as sondagens, com 10% de vantagem sobre o adversário republicano, para as eleições estaduais para a Califórnia. Mas acabou por perder as eleições. A conclusão que os especialistas retiraram é que as pessoas tinham receio de dizer que não votavam no candidato negro, para não serem acusadas de racismo. Será que vai fazer-se sentir no dia 4 de Novembro? Será que os americanos estão a mentir aos pollsters, e estão a criar um gap virtual nas sondagens?

Não conheço profundamente a realidade americana para ter uma ideia consolidada sobre esta matéria. Mas os Estados Unidos de hoje são muito diferentes de 1982, e, para a esmagadora maioria dos americanos, a raça já não será assim tão importante na altura de escolher um líder. Certamente haverá americanos, democratas ou republicanos, que não se sentem confortáveis em votar num negro. Se afirmam o contrário nas sondagens, essa própria mentira é já um sinal de racismo.

John Mccain ou Barack Obama, um deles será o próximo Presidente dos Estados Unidos. Seria trágico se o resultado final fosse decidido por preconceitos raciais.


Responses

  1. Em vez de falar do “efeito Bradley”, porque é que não fala do “efeito Devaliano” (actual Governador de MA). Pelos vistos o Nuno não acompanhou a sua eleição em 2006!

  2. É verdade. Não acompanhei a eleição de Deval Patrick. Como não acompanhei nenhuma eleição para nenhum governo estadual nos EUA. Provavelmente a única que acompanhei, em termos residuais, foi a eleição do actual Governador da Califórnia. Mas, pelo que sei, a eleição de Deval Patrick não gerou nenhum estudo académico, nem é referida pelos académicos americanos com um fenómeno. Pelo que sei, o único facto extraordinário na sua eleição foi ter sido o terceiro governador negro nos EUA.

    Cumprimentos,

  3. Meu caro,
    alguns respeitáveis jornalistas independentes brasileiros que moram nos EUA tem afirmado que a questão racial é sim algo central na vida norte-americana. Mas lógico diante de tamanha crise econômica realmente a raça deve ficar em segundo plano.

  4. “a eleição de Deval Patrick não gerou nenhum estudo académico, nem é referida pelos académicos americanos com um fenómeno.”

    É pena que ainda não exite este estudo, mas subsite na mente de muitas pessoas que acompanharam aquela eleição de haver uma certa similitude como a do OBAMA, com as necessárias adaptações.

    Aliás, isto daria um bom «case study», pois, não foi ainda estudado pelos acadêmicos.


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