Publicado por: Nuno Gouveia | Outubro 14, 2008

Kristol apela a reviravolta

William Kristol é um dos republicanos mais influentes dos Estados Unidos. É Editor Executivo da revista conservadora Weekly Standard e já em 2000 tinha apoiado John Mccain contra George W. Bush nas primárias. Actualmente é colunista no liberal New York Times.

Feitas as apresentações (para quem delas precisava), hoje assina em artigo no NY Times uma violenta crítica à estratégia de campanha de Mccain, que acusa de ser “disfuncional”, que combina uma “estratégia incoerente com incompetência operacional”. O seu apelo a John Mccain é que despeça a liderança da sua campanha, pois ainda acredita numa vitória do Senador do Arizona.

O que ele sustenta, e porque Mccain não tem nada a perder, é que faça uma reviravolta total na sua estratégia de campanha. As hostes republicanas começam a acusar desalento e desconforto com o actual rumo da campanha de Mccain. E quando assim é, a derrota fica mais perto. Aqui ficam alguns conselhos de Kristol a Mccain:

“What McCain needs to do is junk the whole thing and start over. Shut down the rapid responses, end the frantic e-mails, bench the spinning surrogates, stop putting up new TV and Internet ads every minute. In fact, pull all the ads — they’re doing no good anyway. Use that money for televised town halls and half-hour addresses in prime time.

And let McCain go back to what he’s been good at in the past — running as a cheerful, open and accessible candidate. Palin should follow suit. The two of them are attractive and competent politicians. They’re happy warriors and good campaigners. Set them free.”


Responses

  1. «The two of them are attractive and competent politicians. They’re happy warriors and good campaigners»

    McCain sim, Palin não (na parte de ser uma boa política, eu duvido que seja boa em seja lá o que for).

    Seja como for, neste momento nada disso salvará McCain, creio, mas Kristol tem razão: o trajecto actual só fará pior.

  2. A tática segregacionista de MacCain merece apuração jurídica, este rancor político é preocupante e tende a aumentar sua contaminação junto a seu eleitora de baixo nível educacional.

    Abraço

  3. Julgo que só o Bradley Effect poderá salvar Mccain. Mudanças de tácticas a menos de um mês das eleições não penso que possam ajudar o que quer que seja. A opinião das pessoas já está formada e a distância para Obama é enorme.

  4. Só uma surra sanguinolenta mesmo…

  5. Também não acredito muito que mudanças de tácticas e de mensagens agora façam grande diferença. Só duas coisas podem salvar a candidatura de McCain: a subida sustentada das bolsas até Novembro, que torne os eleitores mais confortáveis e os relembre que não gostavam assim tanto de Obama para começar; ou que haja um grande atentado terrorista que envolva americanos, e espera-se que tal desgraça não suceda.

    A campanha de McCain nunca me pareceu muito bem gerida, mas quando as sondagens estão más é sempre fácil encontrar assuntos para criticar. O que tem lógica, porque se começa a testar isto e aquilo que pode pegar e é mais difícil continuar focado na mensagem.

    Quanto a Palin, que os burros dos eleitores do Alaska aprovam em taxas de 80%, um bocadinho mais de preparação sobre política externa e vai ser uma força a ter em conta nas próximas eleições. (Sobre política económica foi a única dos 4 candidatos que referiu como prejudicial a situação semi-pública dos Freddie Mac e Fannie Mae, por exemplo, e em política energética dá lições a qualquer um dos três restantes).


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