Publicado por: Nuno Gouveia | Outubro 14, 2008

Mccain tenta renascer das cinzas

A três semanas das eleições, e com uma desvantagem que varia entre 5 e 11%, John Mccain precisa urgentemente de mudar o tom desta campanha. As últimas tácticas utilizadas não estão a resultar, e como tenho vindo a defender, com a situação económica no topo da agenda mediática, os anúncios negativos são insuficientes. Os ataques da sua campanha não resultam precisamente porque os americanos, que sentem a crise à “espreita”, não estão interessados nas relações radicais de Obama. Querem saber como a acção política de Washington irá contribuir para melhorar as suas vidas.

Ontem Mccain ofereceu um novo discurso, que combina bem com a sua carreira política: “Temos 22 dias. Estamos 6 pontos abaixo. Os media nacionais já nos riscaram. O Senador Obama está a preparar e a planear, com a Speaker Pelosi e o Senador Reid subir impostos, aumentar a despesa federal e conceder a derrota no Iraque. Mas esqueceram-se que são vocês que decidem. Meus amigos, eles estão onde nos gostávamos que estivessem.” Ninguém gosta de factos inevitáveis. E esta ideia transformar Obama como o “obrigatório” vencedor das eleições pode ser um bom plano para convencer os americanos a afrontar o inevitável. O próprio Obama usou esta estratégia para derrotar Hillary Clinton. Estou também a prever que as referências a Pelosi e Reid vão aumentar nos próximos dias. O candidato republicano está a jogar à defesa em muitos Red States e o vínculo entre Obama e os líderes democratas pode contribuir para trazer de volta para casa alguns moderados republicanos que estão a fugir ao GOP.

O candidato republicano deverá manter o tom negativo sobre Obama, pois precisa de colocar em dúvida a capacidade do Senador do Illinois de liderar o país. Mas o que necessita é de explicar melhor aos americanos de que forma vai dirigir a economia do país. Hoje irá proferir um discurso sobre este tema, que tem sido apontado pela sua campanha como fundamental. Veremos o que sai dali. Uma coisa é evidente: se Mccain não conseguir introduzir factores de novidade nesta campanha, dificilmente irá conseguir aproximar-se de Obama.


Responses

  1. O conteúdo do discurso económico saiu pior que o de Obama. E teve de concorrer com Bush no mesmo dia. Mas diga-me vendo estes números http://ovalordasideias.blogspot.com/2008/10/obama-15-pa-5-ohio-survey-usa-e-anlise.html se acha que há ainda oxigénio?

  2. As ideias económicas são más. Comento-as depois. Para já sugiro que me diga o que acha da reviravolta em Columbus, que exponho no blogue?

  3. ESPERO QUE O OBAMA REPITA EM 2008, O KENNEDY CONSEGUIU EM 1960, CARTER EM 1976 E BILL CLINTON EM 1992.


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