Publicado por: Nuno Gouveia | Outubro 24, 2008

A evolução

A OpenSecrets, Center for Responsible Politics, publicou este gráfico, que demonstra a evolução dos gastos em campanhas presidenciais desde 1976. Ao contrário do que se pensava há alguns anos, com a Internet e as novas tecnologias, a política não se tornou mais barata. Antes pelo contrário. Este quadro não inclui ainda o mês de Outubro, portanto os valores deste ano vão ser superiores ao dobro de 2004. Números que dão que pensar.


Responses

  1. Caro Nuno,

    Não sei se já espreitou hoje o Expresso on line,
    Tem um interessantíssimo link que nos remete para um mapa interactivo (mapas Google) na extensão do território dos USA, com o apoio dos diferentes jornais americanos aos dois candidatos. É instatâneamente identificável pela cor e foto o apoio do jornal.

    Muito interessante este trabalho.

    Saudações

  2. Já agora para os nossos amigos do Brasil,
    estou-me a referir a um jornal semanário Português “O EXPRESSO”.

    Desculpem, deveria ter escrito instantâneamente.

  3. Eu até acho que a internet poderá ter tornado a campanha mais barata (técnicas vrais são muito úteis) mas, por outro lado, também permitiu recolher mais dinheiro. Isso faz com que acabe por se gastar mais.

    Seja como for, este gráfico não é particularmente brilhante. Deveria ter sido normalizado para inflação e custo de vida. Continuaria a dar um aumento brutal dos gastos em 2008, obviamente, mas seria uma diferença menor.

  4. Olá Maria,

    Obrigado pela excelente dica.

  5. Caro João Andre
    procure actualizar os 1,5 biliões de dolares a 4 anos, a uma taxa média de 4%.
    Esses mesmos 1,5 biliões hoje, teriam um valor actual em 2004 de 1,282 biliões de dolares.
    C2004 = C2008 * (1+4%)^-4
    a diferença não é significativa, porque a inflação média dos EUA nos ultimos 4 anos nao ultrapassou os 3%
    os 4% são a media dos juros das OT americanas a 10 anos, nos ultimos 4 anos.

  6. Claro Joaquim, por isso mesmo disse que o aumento continuaria a ser brutal. Mas há mais indicadores que teriam de ser ali colocados para fazer uma comparação realista de um ponto de vista minimamente científico. Dou exemplos: custo de vida médio nos EUA nos vários anos?, preço de blocos de 30 segundos na televisão americana?, PIB e PIB per capita?, até o preço do petróleo (ajuda a levar em conta os gastos com deslocações), etc. Este tipo de indicadores ajuda a relativizar os gastos para cada ano.

    Ainda assim, é óbvio que concordo que este ano viu um aumento descomunal nos gastos. Só reafirmo (e o Joaquim concordou, creio) que devemos sempre normalizar os números entre si.

  7. […] à dica de uma leitora num comentário (a quem agradeço), cheguei a este mapa de endorsements de alguns dos 100 maiores jornais […]

  8. coloque o gráfico em euro e poderá ter uma surpresa…

    José Simões

  9. Eu diria que dá pouco que pensar, Nuno: se um dos candidatos tem a movimento de grassroots genuínos e na internet e o outro vive num mundo de fadas nessa matéria…
    Sempre prefiro pensar que Obama gastou dinheiro privado, e que na generalidade dos casos não veio da Fortune 500.


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