Publicado por: Nuno Gouveia | Outubro 27, 2008

Obama aumenta vantagem

Desde que faço esta análise semanal às prestações dos candidatos que a conclusão tem sido sempre a mesma. E hoje não fujo à regra: Mais uma semana em que Barack Obama esteve muito confortável na liderança. Nem a sua ausência durante dois dias arrefeceu a força da sua campanha.

Mas há um sinal de preocupação para o candidato democrata, e que convém que nesta última semana seja amenizado: O triunfalismo que começa a vigorar nas suas hostes. Esta foi uma eleição renhida ao longo dos últimos meses, e Obama apenas disparou nas sondagens depois crise de Wall Street. Nesta semana já se falou de discurso de tomada de posse, de planos para o período de transição (isto todos os candidatos fazem) e de nomes para a sua Administração. Se há uma coisa que os americanos não gostam é que decidam por eles. Este excesso de confiança pode ser prejudicial por vários motivos. Obama continua a ter condições fantásticas para vencer as eleições a 4 de Novembro. Mas é preciso acalmar os seus apoiantes e continuar com a disciplina rígida que tem sido regra nos últimos dois anos.

Depois de duas semanas positivas, John Mccain teve mais uma má semana. Não propriamente por causa da sua acção, mas principalmente devido às noticias que vieram do seu lado. Em primeiro lugar, os sinais de divergências entre Sarah Palin e os seus assessores, o que numa altura destas é dramático. Depois, muitos republicanos já se conformaram com a derrota do GOP, e começam a olhar para o futuro. E nisto, o que interessa é assacar responsabilidades e encontrar os culpados. Quando o “Blame Game” começa, então é sinal que já não há força para vencer. E foi isso que os republicanos demonstraram nesta última semana.

Por outro lado, o Partido Republicano parece encontrar-se sem rumo e liderança. John Mccain, que nunca foi propriamente alguém aglutinador do GOP, começa a sofrer os efeitos dos anos de luta contra o seu próprio partido. E claro, a imprensa, que continua a não ser “simpática” para John Mccain. A polémica esta semana sobre a roupa e a maquilhagem de Sarah Palin mostra bem de que lado estão os media. E conforme se observa nos vários estudos que têm sido publicados.

Apenas não considero uma semana horribilis para Mccain, pois até surgiram ligeiras recuperações em algumas sondagens do fim-de-semana. Mas nada que coloque em causa a grande superioridade do ticket democrata.

Mccain-Palin – 10 (As polémicas desta semana foram quase todas da sua campanha. E os republicanos não estão a ajudar Mccain. Quando deveria estar a centrar a sua mensagem em atacar Obama, tem sido obrigado a jogar à defesa)

Obama-Biden – 14 (Campanha regular. Têm sabido utilizar bem as polémicas que os media produzem em seu favor. Como vimos nesta questão da roupa de Palin. A melhor defesa é o ataque, e é isso que Obama tem feito desde as primárias)


Responses

  1. A entrevista a Joe Biden na WFTV nao foi dura. Foi Barbara. A entrevistadora Barbara West chamou marxista e socialista a Obama.E a Suecia.

    Coincidencia ou talvez nao, a Barbara e casada com um tal de Wade West, que e consultor….do GOP.

  2. Como diz o Fernando, aquela entrevista foi bárbara.

    E adorei a parte em que ela chama à Suécia um país socialista (ela queria referir tipo USSR).

    Aliás, a uma dada altura Joe Biden pergunta-lhe mesmo “quiem é que lhe anda a escrever as perguntas?”


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