Publicado por: Nuno Gouveia | Outubro 29, 2008

Sondagens Nacionais Vs Sondagens Estaduais

Hoje há dados novos nas sondagens, e que podem ser duplo significado. Na tracking poll da Rasmussen, Barack Obama tem uma vantagem de 3%, o que não acontecia desde 25 de Setembro. Mccain recuperou também 2% em relação ao dia anterior. Na tracking poll da George Washington University, que apenas se refere aos Battleground States, Obama lidera com mais 3%, o mesmo resultado de ontem. Na tracking poll da Gallup, na sondagem dos eleitores prováveis, Obama tem mais 2% que Mccain (dados de ontem). Por fim, na Reuters/Zogby, Obama tem mais 5%, um valor superior em um ponto percentual ao de ontem.

Será que estes dados indicam que John Mccain está a recuperar? Não propriamente. As sondagens estaduais publicadas hoje dão enormes vantagens a Barack Obama nos estados cruciais. Sondagens da AP/GfK indicam que Obama lidera no New Hampshire (+18), Pennsylvania (+12), Nevada (+12), Colorado (+9), Virgínia (+7), Ohio (+7), Florida (+2) e Carolina do Norte (+2). Nos inquéritos da Quinnipiac o cenário é idêntico: Pennsylvania (+8), Ohio (+9) e Florida (+2).

Uma das coisas que aprendi nestas eleições é que as sondagens estaduais apenas reflectem as sondagens nacionais passados uns dias. E isso poderá significar que estas sondagens estaduais não estão a espelhar o verdadeiro estado da corrida. Não estou com isto a dizer que a superioridade de Obama está em causa, mas que os candidatos poderão estar mais próximos do que estas últimas sondagens sugerem. Seria impossível Obama liderar por quatro ou cinco pontos percentuais a nível nacional, e estar com estas diferenças nestes estados. Se contarmos com a superioridade que Obama tem nos tradicionais blue states, e a recuperação que tem demonstrado em red states como a Geórgia, Arizona, Montana, Dakotas, etc, o cenário de vantagem de quatro/pontos é irrealista. A outra explicação é que estas sondagens nacionais estão a valorizar Mccain, o que também é possível.


Responses

  1. pequena questão:
    É possível que a maioria avassaladora dos indecisos de hoje votem McCain? Se for assim, os estados onde Obama tem hoje menos que 50% poderão estar em risco de dar maioria a McCain?

    Miguel Direito

  2. Caro Nuno,

    Eu continuo “firme” na minha previsão de há umas semanas (desde o início da crise):

    Obama ganha, mas por uma margem bastante menor do que se espera (principalmente na Europa).

    E adianto outra “previsão”:

    Daqui a um ano, o Presidente Obama vai ser (mais) uma “besta” para os Europeus…

  3. As sondagens nacionais indicam uma maior proximidade que seria de esperar. Mas nestas coisas é importante ser calculista, e esperar até ao final da semana. Nas últimas semanas já tivemos movimentos semelhantes, mas Obama sempre conseguiu repor a diferença pontual.

    Caro Miguel, eu acho que a crer nas sondagens, é muito difícil Mccain ganhar. Mas tendo a concordar com o Carlos Duarte. As coisas vão ser mais renhidas do que se pensa.

  4. Desde há meses que tenho uma dúvida ‘aritmética’: como é possível que a vantagem de Obama a nível nacional seja de apenas 6 a 8 % (em termos médios) dada a vantagem que revela em quase todos os Estados mais populosos nomeadamente a Califórnia, Nova Iorque, Illinois, Pennsylvania e Michigan (o único dos grandes Estados que tem vantagem de McCain é o Texas…)?

  5. Senhores(as) se me permitirem, gostaria de colocar minha aposta:

    58% Obama
    42% MacCain

    Esse será na minha opinião o resultado dos votos. E vou além, tenho notícias de que o eleitora republicano está dando sinais de abstenção muito elevada. MacCain pagará um preço alto pela escolha desta vice e pelo seu natural mal humor natural.

    Abraço à todos!

  6. A chapa Republicana certamente vai rever essa situação de colocar candidatos que não conseguem organizar seu próprio pensamento, atitudes e palavras.

    Abraço à todos!

  7. Caro Rogério,

    Em termos de “números”, estou mais inclinado para McCain entre 48-49% e Obama entre 51-52% (isto “excluíndo” os pequenos terceiros candidatos).

    A verdade é que os Estados Unidos são um país altamente polarizado e os votos tendem a distribuir-se quase equitativamente entre os dois partidos. Esse efeito acaba “diluído” pela distribuição dos mesmos ser do tipo anglo-saxónico (first past the goal) e não proporcional.

    Não concordo minimamente com o resto da análise: nem Palin não foi uma má escolha (já a utilização que a “máquina” do GOP lhe deu foi bastante má, com “over-rehearsing” das entrevistas), nem McCain é um “mal-humorado natural”. Tendo em conta a “herança” Bush, considero sinceramente que perder contra Obama – mais o movimento que este, por mérito próprio, criou à volta da sua candidatura – por 2-3 pontos é um excelente resultado.

  8. Carlos Duarte espero poder comparar nossas análises no futuro pois essa eleição está eletrizante um forte abraço!

  9. CONTAGEM REGRESSIVA:FALTAM 6 DIAS PARA O FIM DO DOMÍNIO DO MAL!

  10. DROGA!!!!!!!!! Pensei que eram 3 dias. ÔÔÔÔÔÔ tempo que não passa…

  11. Efeito Bradley + recuperação de última semana de McCain (que sempre acontece a quem vem atrás: Ver Gerald Ford, Dukakis e Gore, por exemplo, que recuperaram em uma semana cerca de 5 pontos de desvantagem…) irá dar uma eleição mais que renhida.

    Duvido sinceramente que Obama vença na Carolina do Norte, Missouri, Florida.

    A coisa está mais renhida do que parece no Colorado. Ohio é uma incógnita. Penso que Obama só o ganhará se na segunda feira tiver mais de 50% dos votos nas sondagens.

    Obama não tem hipóteses no Indiana, Georgia ou Arizona, onde agora aparece competitivo.

    Depois de lido este meu cenário, até parece que McCain já ganhou…

    Mas a verdade é que pode ganhar com 274 votos no colégio eleitoral! Seria curioso se ganhasse com 1 voto do Main…por exemplo…

    Miguel Direito

  12. Não me confundam. Dos republicanos, McCain é o mais tratável, mas por todos os motivos e mais Palin votaria sempre em Obama.

    Se depois teremos um FDR ou um Carter, não sei.

  13. ja agora, aos histéricos que atravessaram o atlantico sul para vir destilar ódio, e que nunca contribuem com nenhum comentário de jeito, informa-se que o “Inauguration Day” é dia 20 de janeiro. Até lá o Presidenten americano ainda é George W. Bush.

  14. “Duvido sinceramente que Obama vença na Carolina do Norte, Missouri, Florida.”

    Nao precisa.

    A coisa está mais renhida do que parece no Colorado.

    A vantagem nas sondagens (fonte RCP) e de 8 pontos.

    Ohio é uma incógnita.

    A vantagem nas sondagens (fonte RCP) e de 6 pontos.

    “McCain é o mais tratável, mas por todos os motivos e mais Palin votaria sempre em Obama.”

    Ate lhe digo mais. O ticket ideal era McCain (o maverick, nao o desta campanha)-Obama, e daqui a 4 anos Obama passava de VP a Presidente.

  15. acho que é preciso ter cuidado quando reflectimos sobre dados tão circunstanciais. estas flutuações nas sondagens não significam nada. nas últimas duas semanas a vantagem de obama passou de 8 para 5, de 5 para 8, e agora de 8 para 6. Alguém acredita que isto reflecte alguma evolução lógica? pode até reflectir, mas será preciso esperar mais algun dias para se saber o quê realmente.
    é verdade que as sondagens estaduais parecem vir sempre atrasadas, mas quando é que surgiram aquelas sondagens estaduais que reflectiram a queda de Obama há cerca de uma semana, quando a vantagem dele andou nos 5 pontos? que eu saiba, nunca, bem pelo contrário.

  16. http://praticaradical.blogspot.com/2008/04/o-legado-de-bush-x-joaquim-miranda.html

    Preciso dizer alguma coisa?

    Abraço à todos!

  17. Viva a boa e velha discussão democrática com respeito entre as nações. O radicalismo não leva a nada.

    Abraço à todos!
    P.S.: Achar que Bush é um excelente presidente é duro de engolir. He, he

  18. meu caro rogerio:
    o meu primeiro post neste blogue foi sobre o legado de bush.
    e limitei-me a citar factos (coisa que manifestamente algumas pessoas tem dificuldade em perceber). factos, percebe? depois cada um entende à sua maneira, se tais decisões foram boas ou más. Ou nao houve “no child left behind”, ou não houve 2 cortes de impostos, ou não houve um aumento massivo de apoio a Africa e ao combate à SIDA?
    eu nao defendi o presidente bush nesse post. Apenas disse algo que é verdade: o Reagan saiu da presidencia com o mundo a chamar-lhe cowboy e actor de segunda. Vinte anos depois é considerando um dos melhores presidentes, o Reagan, do seculo XX americano.
    o que eu quis com esse post foi chamar a atenção que existem muitas decisões dos últimos 8 anos que a imprensa mundial pura e simplesmente não divulga. e também referir que os julgamentos da história são sempre a longo prazo.
    Agora, se o caro rogério acha, que os seus comentários e os do Romulo são construtivos e configuram discussão…
    ah, claro, insultar a direita vale. questionar a esquerda é uma afronta.
    cumprimentos

  19. Boa sorte Joaquim

    Abraço!

  20. Não é por nada, Joaquim, mas temos que ter fair play e calma. O contributo de todos para este blogue tem que ser valorado, nunca achincalhado. Sei lá eu quem é Português ou Brasileiro ou Cabo Verdiano ou uma mistura de todos.

    O Joaquim sabe se eu sou Português ou francês ou Brasileiro ou Luso descendente? E isso interessa?

    Aliás, o que estes comentários demonstram é a força da língua portuguesa e da comunidade lusófona, em todo o planeta. Fez mais este blogue pelo diálogo entre falantes de Português que a CPLP…

    Nuno, desculpe qualquer comentário menos apropriado.

    Miguel Direito


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